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Obras e infraestrutura São Paulo, SP

Prefeitura retoma estudos de teleférico na Brasilândia e no Jabaquara

As versões mais longas dos projetos chegam a R$ 2,3 bilhões, mas o plano de quatro anos da cidade reserva R$ 908,8 mil para o transporte público por cabo.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Vista do distrito da Brasilândia, Zona norte de São Paulo
Foto: Pedu0303 via Wikimedia Commons (CC0)

A Prefeitura de São Paulo voltou a olhar para o transporte por cabo. Há estudos em andamento para levar teleféricos a bairros das zonas norte e sul, e as versões mais longas dessas propostas somariam 15,2 km e 18 estações, segundo o MetrôCPTM. Não há definição de como o sistema seria pago, contratado ou construído.

Brasilândia e Jabaquara

O maior dos desenhos é o da Brasilândia. A SP Urbanismo estudou uma linha de 11,9 km e 13 estações, ligada à Linha 6-Laranja, capaz de levar até 3.480 passageiros por hora. A construção foi estimada em R$ 2,3 bilhões, mais R$ 159,4 milhões por ano de operação e manutenção.

Existe uma versão enxuta do mesmo trecho, calculada pela SPTrans: quatro estações em 2,6 km, com 2.010 passageiros por hora. Aí o investimento cai para cerca de R$ 516 milhões, e o custeio anual, para R$ 34,9 milhões.

Na zona sul, a ideia é conectar o Jardim São Savério ao terminal e à estação do Jabaquara, na Linha 1-Azul. São cinco estações ao longo de 3,3 km, para 2.530 passageiros por hora, ao custo estimado de R$ 650 milhões, com R$ 44,2 milhões anuais de operação. Pelo estudo, o percurso cairia de 34 minutos para cerca de dez. A vizinhança do Parque Estadual Fontes do Ipiranga e obstáculos no caminho ainda precisam ser resolvidos.

O que o orçamento reserva

O Plano Plurianual de 2026 a 2029 tem uma ação própria para implantar transporte público aéreo por cabo. Nela estão previstos R$ 908,8 mil para os quatro anos — R$ 202 mil neste ano, e R$ 256 mil no último deles. É o que a cidade separou para um sistema cuja versão mais barata é orçada em R$ 516 milhões.

Nada impede que os projetos avancem com outra fonte de recurso ou com uma parceria privada, e a Prefeitura chegou a encomendar uma modelagem econômico-financeira para testar essa possibilidade. Até agora, não existe estrutura financeira fechada.

Para comparação, o Bonde SP — que começou anunciado como VLT, hoje é tratado pela Prefeitura como VLE e prevê duas linhas e cerca de 12 km na região central — tem R$ 315 milhões reservados no mesmo plano.

A ideia não é nova

Em 2012, a SPTrans já havia avaliado ligações por teleférico no Jardim Ângela, no Tucuruvi, em Interlagos, na Pedreira, em Pirituba, no Jaraguá, na Guarapiranga e na Cidade Jardim. Nenhuma delas passou da fase de estudo.

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