Prefeitura retoma estudos de teleférico na Brasilândia e no Jabaquara
As versões mais longas dos projetos chegam a R$ 2,3 bilhões, mas o plano de quatro anos da cidade reserva R$ 908,8 mil para o transporte público por cabo.
A Prefeitura de São Paulo voltou a olhar para o transporte por cabo. Há estudos em andamento para levar teleféricos a bairros das zonas norte e sul, e as versões mais longas dessas propostas somariam 15,2 km e 18 estações, segundo o MetrôCPTM. Não há definição de como o sistema seria pago, contratado ou construído.
Brasilândia e Jabaquara
O maior dos desenhos é o da Brasilândia. A SP Urbanismo estudou uma linha de 11,9 km e 13 estações, ligada à Linha 6-Laranja, capaz de levar até 3.480 passageiros por hora. A construção foi estimada em R$ 2,3 bilhões, mais R$ 159,4 milhões por ano de operação e manutenção.
Existe uma versão enxuta do mesmo trecho, calculada pela SPTrans: quatro estações em 2,6 km, com 2.010 passageiros por hora. Aí o investimento cai para cerca de R$ 516 milhões, e o custeio anual, para R$ 34,9 milhões.
Na zona sul, a ideia é conectar o Jardim São Savério ao terminal e à estação do Jabaquara, na Linha 1-Azul. São cinco estações ao longo de 3,3 km, para 2.530 passageiros por hora, ao custo estimado de R$ 650 milhões, com R$ 44,2 milhões anuais de operação. Pelo estudo, o percurso cairia de 34 minutos para cerca de dez. A vizinhança do Parque Estadual Fontes do Ipiranga e obstáculos no caminho ainda precisam ser resolvidos.
O que o orçamento reserva
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O Plano Plurianual de 2026 a 2029 tem uma ação própria para implantar transporte público aéreo por cabo. Nela estão previstos R$ 908,8 mil para os quatro anos — R$ 202 mil neste ano, e R$ 256 mil no último deles. É o que a cidade separou para um sistema cuja versão mais barata é orçada em R$ 516 milhões.
Nada impede que os projetos avancem com outra fonte de recurso ou com uma parceria privada, e a Prefeitura chegou a encomendar uma modelagem econômico-financeira para testar essa possibilidade. Até agora, não existe estrutura financeira fechada.
Para comparação, o Bonde SP — que começou anunciado como VLT, hoje é tratado pela Prefeitura como VLE e prevê duas linhas e cerca de 12 km na região central — tem R$ 315 milhões reservados no mesmo plano.
A ideia não é nova
Em 2012, a SPTrans já havia avaliado ligações por teleférico no Jardim Ângela, no Tucuruvi, em Interlagos, na Pedreira, em Pirituba, no Jaraguá, na Guarapiranga e na Cidade Jardim. Nenhuma delas passou da fase de estudo.
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- Metrô CPTM — Teleféricos de até R$ 2,3 bilhões em São Paulo ainda estão longe de sair do papel 23/09/2026
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