Estudo mapeia 56 rodas de samba e vê giro de R$ 2,7 milhões na cidade
Pesquisa do Observatório Ibira30 e do Bloco do Beco com a FespSP ouviu 1.267 pessoas; 57,5% dos organizadores dizem que a conversa com o poder público é ruim ou nem existe.
Somada uma edição de cada uma delas, as rodas de samba da capital paulista movimentam cerca de R$ 2,7 milhões. O cálculo é da pesquisa Comunidades e Rodas de Samba da Cidade de São Paulo, assinada pelo Observatório Ibira30 e pelo Bloco do Beco em parceria com a FespSP, e divulgada pela Agência Mural.
Ao todo, 1.267 pessoas foram ouvidas em 56 rodas. O trabalho de campo começou em novembro de 2025 e se estendeu até junho deste ano.
A parte mais dura do retrato está na relação com o poder público. Dos 41 organizadores consultados, 57,5% classificaram esse contato como ruim ou inexistente. A falta de dinheiro é obstáculo para 75% deles, e 72,5% reclamam de não haver políticas públicas voltadas ao setor.
Mesmo quando o recurso existe, chegar até ele é outro problema. À Agência Mural, o pesquisador Alexandre Marques, de 24 anos, disse que a burocracia é a principal barreira para quem tenta disputar os editais.
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