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Trump ameaça o Irã na ONU e cita Venezuela como recado à região

Horas depois de dizer que pode aniquilar o país, o republicano informou que americanos e iranianos se reuniram por três horas e prometeu novo diálogo em futuro próximo.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Prédios altos com bandeiras americanas no centro de Nova York.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Martii Tolentino via Pexels

Donald Trump subiu à tribuna da ONU, em Nova York, na terça-feira (22), e ameaçou "aniquilar o Irã", ao dizer que poderia mandar o país "para o inferno" se não houver entendimento. Horas depois, revelou que representantes dos dois governos já tinham se sentado à mesa naquele mesmo dia.

"Foi uma reunião de três horas", contou a jornalistas. Classificou o encontro como muito bom e afirmou que pretende conversar de novo em futuro muito próximo.

Da tribuna, o republicano justificou a ofensiva no Oriente Médio e voltou a dizer que Teerã não chegará à bomba atômica. Anunciou ter pela frente uma grande decisão e amarrou o desfecho ao calendário eleitoral americano: "Vamos tentar fazer um acordo logo após as eleições". Pela formulação que usou, ou o país persa se reergue, ou a República Islâmica desaparece rapidamente.

Recado ao Hemisfério Ocidental

A parte que mais toca a América Latina veio em seguida. O americano anunciou que pretende varrer da metade ocidental do planeta aquilo que classificou como ingerência de fora, e pôs as Forças Armadas do país à disposição da tarefa. Segundo o portal O Sul, os rivais visados nessa disputa são China e Rússia.

Como exemplo do que pretende fazer, apontou a operação contra Nicolás Maduro. "Não permitiremos mais que ameaças contra os Estados Unidos criem uma base de apoio", declarou, acrescentando que lançará mão de poderio militar incomparável em defesa de interesses nacionais vitais.

Ele ainda pôs os cartéis de drogas no mesmo plano do Estado Islâmico e garantiu que tais facções não voltarão a atormentar o Ocidente. Minutos antes, havia recorrido à retórica da guerra ao terror, ao lembrar os atentados de 11 de Setembro e o ataque de 7 de Outubro, em Israel.

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