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Tratamento de obesidade no SUS vai incluir a caneta emagrecedora

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os critérios de acesso ainda estão sendo definidos e que um protocolo é testado em Porto Alegre com cerca de 250 pacientes.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Visão detalhada de uma caneta injetora de semaglutida, comumente usada para tratamento de diabetes, em um fundo simples.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Haberdoedas Photography via Pexels

Pacientes com obesidade atendidos pela rede pública devem passar a receber o medicamento conhecido como caneta emagrecedora. A entrada do remédio no Sistema Único de Saúde foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (17).

Quem terá direito ao tratamento, e a partir de quando, ainda não está definido. Conforme o ND Mais, o presidente não informou a data de início nem as regras de acesso.

O Ministério da Saúde trabalha com a ideia de restringir a oferta. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o medicamento deve ficar reservado a quem tende a ter mais ganho com ele — pessoas com obesidade grave, com doenças associadas ao peso ou já encaminhadas à cirurgia bariátrica.

O desenho dessas regras vem de uma experiência em andamento no Rio Grande do Sul. O Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, testa um protocolo com cerca de 250 pacientes, e o resultado deve orientar quem poderá receber o remédio na rede pública e sob quais condições. Padilha afirmou que o protocolo ficará pronto para ser aplicado em todo o país de forma responsável.

No mesmo evento, o presidente cobrou controle médico sobre a distribuição e criticou a hipótese de a receita virar moeda política — mencionou o risco de deputados e candidatos saírem entregando o produto ao eleitorado. Em discurso reproduzido pelo NSC Total, Lula disse que é preciso um acordo com a categoria, porque "não pode ficar receitando caneta a torto e a direito", e lembrou que parte dos casos se resolve com reeducação alimentar e exercício, não com remédio.

O anúncio saiu de uma agenda presidencial em Minas Gerais, na cidade de Montes Claros, onde Lula visitou uma fábrica da Eurofarma ao lado de Padilha.

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