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Fazenda corta para 2% a previsão de crescimento da economia em 2026

O boletim divulgado na terça pela equipe econômica derrubou as estimativas de serviços e indústria, melhorou a da agropecuária e reduziu a projeção de inflação do ano para 4,9%.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Gráfico financeiro em tela de monitor
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Pexels via Pixabay

A economia brasileira deve crescer menos neste ano do que o próprio governo esperava. O Ministério da Fazenda baixou a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026: era de 2,3%, passou a ser de 2%. Para 2027, a estimativa caiu a 2,3%, vinda de 2,5%. Os números saíram no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado na terça-feira (22), conforme o O Sul.

O que explica o corte, segundo a secretaria, é o efeito dos juros altos sobre a atividade — e o fato de a equipe econômica ter passado a contar com uma queda de juros "marginalmente mais gradual do que o previsto" antes.

Onde a conta mudou

A revisão se concentrou nos setores que mais sentem o crédito caro e a demanda interna. Os serviços, que antes deveriam crescer 2,4%, agora aparecem com 1,8%. A indústria caiu de uma estimativa de 2,1% para outra de 1,7%. Na direção oposta foi a agropecuária, que subiu: de 1,8% para 2,8%.

A melhora do campo, porém, cobriu só uma parte da piora dos outros dois. No caso dos serviços, a Fazenda aponta o "carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre" e a demora com que a política de juros chega ao consumo. O endividamento das famílias entra na conta como um freio a mais: ele está estável em relação à renda, mas segue limitando o quanto as pessoas gastam.

Preços sobem um pouco menos

A projeção de inflação para 2026 melhorou. O IPCA, índice oficial de preços ao consumidor, era estimado em 5,1% e passou a 4,9%. Ainda assim, continua acima do limite superior da meta, fixado em 4,5%: o alvo perseguido é de 3%, e a regra admite um desvio de 1,5 ponto percentual para cada lado.

Para chegar ao novo número, a secretaria levou em conta os resultados do índice até julho, que vieram em parte abaixo do esperado — sobretudo nos alimentos consumidos em casa e, em grau menor, nos serviços. Pesaram também a melhora nas expectativas do mercado, a Selic mantida em nível que segura a economia e a desaceleração prevista para o segundo semestre.

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