Pular para o conteúdo
Hub News
Meio ambiente Pelotas, RS

Primavera que começa na terça deve ser muito chuvosa na Zona Sul, diz UFPel

Outubro, novembro e dezembro concentram o maior volume previsto, e pesquisadores da UFPel alertam para o risco nas bacias que drenam metade do Rio Grande do Sul para a região.

Por Hub News Pelotas

3 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Nuvens de tempestade carregadas de chuva
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: dexmac via Pixabay

A estação nova entra na terça-feira, às 21h05 pelo horário de Brasília, e a expectativa para a Zona Sul é de muita chuva. A previsão climática de consenso, elaborada em conjunto pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg), pelo Simagro, ligado ao governo do Estado, e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), aponta uma primavera bem mais úmida do que o normal, com temperaturas um pouco acima da média histórica dos três meses.

Por trás do prognóstico está o El Niño. A NOAA, agência dos Estados Unidos que monitora oceanos e clima, projeta que o aquecimento do Pacífico alcance a categoria muito forte ao longo desta primavera no hemisfério Sul. Para o diretor da Faculdade de Meteorologia da UFPel, Marcelo Alonso, o fenômeno não explica sozinho o excesso de chuva por aqui — mas o trimestre chuvoso é o cenário com que a defesa civil já vem trabalhando, disse ele ao A Hora do Sul, preparando-se para o que deve vir a partir de outubro.

O trio outubro, novembro e dezembro é o que preocupa. O coordenador do Laboratório de Climatologia da UFPel, professor Júlio Marques, lembrou ao mesmo veículo que não é preciso chover em cima da região para que a água se torne problema: as bacias que a contornam têm área de captação enorme, cerca de metade do Estado escoa nessa direção e a saída é uma só, a barra do Rio Grande.

Não é só o volume acumulado. A projeção também é de chuva mais concentrada, com intervalos secos entre episódios fortes. Marques observou que, nos seis primeiros meses do ano, nenhum dia registrou precipitação acima de 50 milímetros; de agosto para cá já foram três, e a tendência é de que se repitam com frequência bem maior no fim do ano, com efeito sobre a lavoura e sobre as cidades.

O calor previsto, esse, preocupa menos. Com mais nuvens e mais umidade no ar, a radiação solar chega enfraquecida ao chão, e a estação tende a não ter dias de calor predominante, mesmo com a média ligeiramente acima da histórica, explicou o climatologista. O risco maior ligado à temperatura é indireto: a passagem de frentes frias aumenta a chance de temporais.

O contexto imediato é de contraste. O inverno terminou com mais horas de frio e chuva em excesso, sobretudo entre julho e agosto, enquanto setembro, até agora, veio com temperaturas ligeiramente mais altas e chuva abaixo do esperado para o período.

Pronto o boletim, o conteúdo é repassado ao poder público da Zona Sul, para que as prefeituras e os órgãos estaduais preparem as medidas de proteção — a defesa civil, segundo Alonso, atua com apoio técnico da universidade.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.