Licenciamento vai cobrar mais área permeável nas partes baixas de Pelotas
Sem o decreto sustado pela Câmara, a Prefeitura diz que vai exigir mais capacidade de absorção de água caso a caso, na análise ambiental de cada novo empreendimento em terreno baixo.
Construir nas partes mais baixas de Pelotas deve ficar mais exigente. A Prefeitura quer usar o licenciamento ambiental para obrigar novos empreendimentos a manter mais terreno capaz de absorver a chuva e a mexer menos no perfil natural do solo, o que interfere no caminho que a água faz até escoar.
A intenção foi apresentada na sexta-feira (18) pelo secretário municipal de Qualidade Ambiental, Márcio Souza, em entrevista à Rádio Pelotense reproduzida pela A Hora do Sul. Ele afirmou que a cobrança de mais área permeável valerá para qualquer tipo de obra nessas regiões, e que o que será pedido em cada caso sairá da avaliação técnica do projeto.
Segundo o secretário, examinar empreendimento por empreendimento passou a ser a alternativa do Município depois que a Câmara sustou o decreto que tratava especificamente dessas regiões. Conforme a A Hora do Sul, a discussão ganhou corpo em agosto de 2025, com a publicação do Decreto 7.072, que regulamentou um trecho do Plano Diretor já restritivo ao parcelamento do solo em terrenos alagadiços e passou a enquadrar nessa condição tudo o que está abaixo da cota de quatro metros. Ainda segundo o veículo, a norma não proibia construir, mas impunha limites a aterros e a mudanças no relevo; abaixo de dois metros, exigia que 40% do lote tivesse capacidade de absorção.
Publicidade
Também de acordo com a A Hora do Sul, a Câmara de Vereadores aprovou no fim de dezembro de 2025 um decreto legislativo que suspendeu os efeitos da norma — episódio que, conforme a reportagem, abriu uma disputa entre os dois poderes sobre os limites da regulamentação municipal. O secretário reconheceu que o resultado ficou aquém do pretendido: o regramento, disse, "não surtiu o efeito que nós pensávamos". Segundo ele, o Legislativo também não aprovou uma lei que substituísse os decretos.
Um caso concreto já está no horizonte. Souza citou a ampliação do Shopping Pelotas, que terá de passar pelo licenciamento ambiental, e disse que a região cumpre uma função de "efeito esponja" — característica que, para ele, deve pesar na análise do projeto.
Souza ligou a exigência às características da cidade, de relevo predominantemente plano e com trechos que acumulam água em chuvas fortes. Para o secretário, é isso que torna necessário manter livres os espaços capazes de receber parte desse volume.
- Licenciamento ambiental
- Área permeável
- Áreas baixas
- Decreto 7.072
- Plano Diretor
- Câmara de Vereadores
- Shopping Pelotas
- Alagamento
Encontrou alguma informação incorreta?
Nos ajude a manter o conteúdo correto.
Publicidade
Comentários
para comentar.
-
denúncia enviada
Nenhum comentário ainda.
Excluir seu comentário?
Ele sai da matéria para todo mundo, e não dá para voltar atrás.
Imagens dos leitores
Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.
Enviar foto
É preciso entrar para enviar uma foto. A conta serve para registrar a cessão de uso e o crédito.
Leia em outras fontes
O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.
Publicidade