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Nova sentença leva ex-vereador de Pelotas a mais de 100 anos de prisão

A 4ª Vara Criminal fixou 84 anos, 10 meses e 10 dias por abusos contra três crianças; somada à pena de junho, a condenação de Roger Ney chega a 100 anos, 10 meses e 10 dias.

Por Hub News Pelotas

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Imagem ilustrativa: Martelo de madeira sobre a mesa, símbolo do julgamento em tribunal.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: SHOX ART via Pexels

O ex-vereador de Pelotas Roger Ney foi condenado pela segunda vez neste ano por crimes sexuais cometidos contra crianças. A 4ª Vara Criminal de Pelotas fixou agora uma pena de 84 anos, 10 meses e 10 dias, em decisão divulgada neste sábado (19) pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

A sentença foi proferida na quarta-feira (16) e trata de três vítimas, todas crianças à época em que os crimes ocorreram. Segundo o Ministério Público, o juízo reconheceu os crimes de estupro de vulnerável e de atentado violento ao pudor com violência presumida, avaliando que os relatos das vítimas eram consistentes e compatíveis com as demais provas do processo. A decisão também fixou indenização para cada uma das três.

O regime inicial é o fechado. A prisão preventiva foi mantida, e o ex-vereador não poderá responder ao recurso em liberdade. Conforme noticiou a A Hora do Sul, Ney está preso desde 22 de outubro de 2025. A denúncia que deu origem a este processo foi apresentada em dezembro de 2025 pelo promotor Mateus Stoquetti de Abreu.

A condenação anterior saiu em sentença publicada em 19 de junho, na mesma vara, por estupro de vulnerável contra outra criança. Naquele caso, a partir de denúncia do promotor Érico Rezende Russo, a pena ficou em 16 anos em regime fechado, com indenização de R$ 10 mil à vítima. Somadas, as duas sentenças alcançam 100 anos, 10 meses e 10 dias.

Além do mandato na Câmara de Vereadores, Ney ocupou cargos na administração municipal. Foi secretário-adjunto de Cidadania e Assistência Social e presidiu duas estatais da cidade: a Eterpel, responsável pelo terminal rodoviário, e a Empem, que responde pela pedreira do município.

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