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Obras e infraestrutura Maringá, PR

Maringá pede à Justiça autorização para remover piso do entorno do Ingá

O que sobrou da pista emborrachada é prova num processo do Ministério Público sobre falhas na obra entregue em 2021, e a Procuradoria alega risco a quem caminha e corre no local.

Por Hub News Maringá

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Quem caminha em volta do Parque do Ingá convive há meses com pedaços soltos do piso emborrachado, e a Prefeitura de Maringá diz que só pode retirá-los com aval da Justiça. O pedido foi protocolado pela Procuradoria-Geral do Município e está na 1ª Vara da Fazenda Pública, da comarca que atende a região metropolitana.

A autorização é necessária por um motivo específico: o material que segue no local integra o conjunto de provas de um processo que o Ministério Público do Paraná move sobre a obra. Nele, o MP-PR aponta problemas na estrutura do piso e quer o dinheiro público de volta.

O argumento do município é que essa prova já foi colhida. Uma perícia técnica percorreu a pista em 19 de junho deste ano e fez fotografias, medições e anotações no local — o suficiente, segundo a Procuradoria, para que o processo siga sem o piso onde está.

Retirado o que resta, a administração pretende reformar o trecho. A pressa, diz o município, vem do estado do revestimento: há irregularidades e pedaços que continuam se desprendendo, num lugar usado todos os dias para caminhada e corrida.

Piso solto desde 2022

A pista foi entregue em 2021 e deu o primeiro problema no ano seguinte. Em fevereiro de 2022, uma enxurrada arrancou parte do revestimento. No ano de 2023, outro pedaço cedeu depois de chuva forte. Neste mês de setembro houve mais dois episódios: um no começo do mês e outro depois das chuvas do fim de semana passado.

Em manifestação sobre o pedido, divulgada pelo Maringá Post, o procurador-geral do município, Douglas Galvão, afirmou que cabe à Prefeitura ser "responsável pela conservação e pela manutenção" da pista que contorna o parque. Como não há prazo definido para a sentença, disse ele, aguardar o fim do processo tende a deteriorar ainda mais o que restou e a prolongar o transtorno para quem usa o espaço para atividade física.

A decisão judicial ainda não saiu, e a intervenção depende dela.

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