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Maringá contabiliza 115 árvores derrubadas e espera água normalizada até quarta

O balanço da Prefeitura aponta 127 ocorrências com árvores e galhos; a Sanepar espera normalizar o abastecimento até a madrugada de quarta, e a Copel ainda tinha 3.839 imóveis sem luz no meio da tarde.

Por Hub News Maringá

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Imagem ilustrativa: Árvore arrancada repousa na rua suburbana após uma tempestade violenta, mostrando o poder da natureza.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: April Yang via Pexels

A água e a luz voltam por partes em Maringá nesta terça-feira (22), quase um dia depois do temporal que atingiu a cidade no começo da noite de segunda-feira (21) e seguiu pela madrugada.

A captação do Rio Pirapó, de onde vem cerca de 85% da água da cidade, ficou sem energia por aproximadamente 14 horas — das 18h30 de segunda-feira até as 9h desta terça — e voltou a funcionar assim que a luz retornou, informou a Sanepar. O abastecimento é retomado aos poucos, porque o sistema ainda precisa recuperar o nível dos reservatórios e a pressão da rede: a companhia espera normalizar o fornecimento ainda na noite desta terça ou na madrugada de quarta-feira (23). Os 15% da cidade atendidos por poços não chegaram a ficar sem água, e caminhões-pipa foram enviados a unidades de saúde e escolas.

Enquanto os reservatórios não se recompõem, a orientação da companhia é gastar pouco: reservar a água tratada para comer e para a higiene, e deixar para depois o que pode esperar, como lavar carro e calçada. A Defesa Civil já havia informado, pela manhã, que a parada na estação de captação ameaçava o abastecimento da cidade.

O que o vento derrubou

O balanço divulgado pela Prefeitura na tarde desta terça, publicado pelo GMC Online e pelo Maringá Post, aponta 127 ocorrências: 115 árvores e 12 galhos caídos, que danificaram 12 postes, sete veículos e seis imóveis. A conta cresceu ao longo do dia — a Defesa Civil contabilizava 21 quedas de árvores até as 23h de segunda-feira, e o relatório da Secretaria de Infraestrutura, Defesa Civil e Limpeza Urbana chegou à manhã desta terça com 59 ocorrências. Cerca de 300 servidores municipais foram mobilizados em cinco frentes para cortar árvores, limpar vias e retirar lama.

Quanto choveu e quanto ventou depende de quem mediu, e os dois números estão em circulação: o Simepar aponta 41,2 milímetros de chuva até as 7h15 e rajada máxima de 86,8 km/h às 18h de segunda-feira; o Corpo de Bombeiros fala em 68 milímetros e rajadas de 122 km/h. Pela medição do instituto, o vento da madrugada em Maringá, de 71,3 km/h, foi o segundo mais forte do Paraná no período, atrás apenas de Guaratuba.

Energia religada aos poucos

A Copel informou que 3.839 unidades consumidoras continuavam sem energia em Maringá às 12h30 desta terça, depois de mais de 20 mil religamentos ao longo da manhã; na primeira contagem do dia eram 5,6 mil imóveis sem luz na cidade. No Norte e no Noroeste do estado, 68 postes ficaram quebrados, 40 deles em Apucarana, onde o Simepar mediu rajadas de 124,9 km/h. A companhia tem 170 equipes em campo e já recompôs 10 das 12 subestações atingidas.

Como pedir atendimento

A Prefeitura pede que ninguém retire galhos por conta própria, porque os restos podem estar energizados. A remoção de árvores e galhos deve ser solicitada pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site da Prefeitura, na opção Temporal. Emergências com risco de vida são atendidas pelo Corpo de Bombeiros, no 193, e pela Defesa Civil, no 199. A Copel orienta manter distância de fios e postes caídos e recebe avisos de falta de luz pelo 0800 51 00 116, pelo aplicativo, pelo site ou por SMS para o 28593, escrevendo as letras "SL" e o número da unidade consumidora, que está no cabeçalho da conta.

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