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Saúde Maringá, PR

Atendimentos por escorpião no hospital da UEM chegam a 902 até agosto

O centro de toxicologia do Hospital Universitário já superou todo o ano de 2024 e aponta o escorpião-amarelo como o principal responsável; a limpeza de terrenos é a recomendação central.

Por Hub News Maringá

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Imagem ilustrativa: Foto macro detalhada de um escorpião amarelo no solo, destacando sua textura e habitat natural.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Marcus Lange via Pexels

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Hospital Universitário Regional de Maringá, ligado à Universidade Estadual de Maringá, atendeu 902 casos de acidente com escorpião entre janeiro e agosto deste ano. Em oito meses, o serviço já passou o total de 2024 inteiro, que foi de 842 ocorrências. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido 767.

O avanço não é só dos escorpiões. Os animais peçonhentos somaram 1.291 atendimentos de janeiro a agosto, contra 1.004 um ano antes. Fora os escorpiões, o serviço anotou 186 casos com aranhas, 62 com himenópteros — o grupo que reúne abelhas, formigas e vespas —, 47 com serpentes e 46 com outros bichos.

Por que o número sobe

A espécie que mais aparece nos atendimentos é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), capaz de se multiplicar por partenogênese: a fêmea gera filhotes sem macho. Na cidade, ele ainda encontra esconderijo, não tem predador e não passa fome, porque o cardápio dele inclui baratas, grilos e outros insetos. A coordenadora do CIATox, a enfermeira Marcia Guedes, descreve esse avanço como uma crise silenciosa, associada também às temperaturas altas — e a preocupação cresce justamente na virada para a primavera.

"É muito importante limpar terrenos, evitar acúmulo de entulho", afirmou a coordenadora em declaração publicada pelo Maringá Mais e pelo Maringá.Com. Nos dois sites, ela põe na mesma lista o lixo e a folhagem juntada no quintal, e diz que segurar a população de insetos é o que trava o avanço dos escorpiões.

O que fazer depois da picada

Quem for picado deve lavar a região atingida com sabão e água corrente e ir a uma unidade de saúde sem esperar para ver no que dá. A reação muda muito de pessoa para pessoa. No quadro leve, aparecem dor e um amortecimento discreto no ponto do ferrão. No moderado, somam-se vômitos, suor, agitação, batimentos acelerados e pressão alta. No grave, entram ainda pulso lento, falta de ar e choque, com risco de morte. Menores de 7 anos e maiores de 60 pedem cuidado redobrado. Soro antiescorpiônico não é rotina: a indicação sai da avaliação da equipe médica.

Sobre pegar o bicho, as duas coberturas orientam de formas diferentes. O Maringá Mais diz que a tentativa deve ser evitada, já que o manuseio pode causar um novo acidente, e cita nesse ponto a enfermeira: a identificação não depende de levar o animal, e fotos ou vídeos ajudam, desde que sejam mesmo do escorpião que picou. Já o Maringá.Com recomenda capturá-lo com segurança e levá-lo em um recipiente vedado até o serviço de saúde.

O CIATox é referência para os 32 municípios da 15ª Regional de Saúde. O atendimento presencial fica no Hospital Universitário Regional de Maringá, e o centro também responde pelos telefones (44) 3011-9431 e (44) 3011-9127.

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