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Cultura Maringá, PR

Escritor de Ainda Estou Aqui estará na Flim, em outubro, em Maringá

Marcelo Rubens Paiva entra na programação da 13ª edição do festival, que ocupa a Travessa Jorge Amado de 14 a 18 de outubro com mais de 20 convidados do Brasil e do exterior.

Por Hub News Maringá

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Imagem ilustrativa: Portal do Jardim Japonês do Parque do Ingá, Maringá, no Paraná.
Foto: Simplus Menegati via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O escritor Marcelo Rubens Paiva está na lista de convidados da 13ª Flim, o festival literário de Maringá, marcado para 14 a 18 de outubro na Travessa Jorge Amado. A Secretaria Municipal de Cultura (Semuc) anunciou o nome dele pelas redes sociais na quarta-feira (23), segundo o Maringa.Com.

Paiva nasceu em São Paulo em 1959 e chegou à literatura com "Feliz Ano Velho", de 1982, que no ano seguinte lhe rendeu o Prêmio Jabuti — o primeiro de três que ele acumula. O título foi o campeão de vendas entre os livros brasileiros dos anos 1980, ganhou versão em seis idiomas e virou peça e filme. Nele, o autor conta como ficou tetraplégico depois de um acidente, aos 20 anos, e descreve a reabilitação que veio em seguida.

O livro que o apresentou a um público novo é "Ainda Estou Aqui", de 2015, em que reconstrói a vida da mãe, Eunice Paiva, e o que se passou com a família depois do desaparecimento e da morte do pai, Rubens Paiva, durante a ditadura militar. A adaptação dirigida por Walter Salles levou o Oscar de filme internacional em 2025, o primeiro que o país conquistou nessa categoria, e rendeu a Fernanda Torres o Globo de Ouro de atriz em drama.

O que a Flim traz

A edição deste ano adota o tema "A América é Nossa" e reúne mais de 20 convidados brasileiros e estrangeiros, com a proposta de mostrar ao público a produção literária e a história da América Latina. Entre os nomes já anunciados estão Itamar Vieira Junior, Amara Moira e José Falero.

Na programação há oficinas, contação de histórias, lançamentos, apresentações artísticas, atividades para crianças e estandes de livrarias, além de vale-livros que serão distribuídos a escolas.

Para Tiago Valenciano, que comanda a Semuc, chamar autores de trajetória já reconhecida ajuda a aproximar os leitores da literatura. "A presença de Marcelo Rubens Paiva amplia esse diálogo", disse ao Maringá Post, ao falar do compromisso de "democratizar o acesso à literatura e à cultura".

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