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Cultura Maringá, PR

Esculturas de raízes e peças arqueológicas ficam expostas em Maringá

A mostra "Raízes", do escultor autodidata Mario Kimura, abre no sábado no museu do Teatro Calil Haddad e fica em cartaz por um mês, com entrada gratuita e visitas nos dias úteis.

Por Hub News Maringá

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Imagem ilustrativa: Busto de Calil Haddad no teatro que o homenageia, em Maringá.
Foto: Luuwikii via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Museu de História e Arte Hélenton Borba Côrtes, que funciona dentro do Teatro Calil Haddad, recebe a partir do próximo sábado (26) a exposição "Raízes", com esculturas e peças arqueológicas reunidas por Mario Kimura ao longo de cinco décadas. A abertura é às 15h, e a entrada é gratuita.

Depois disso, a mostra fica em cartaz até 26 de outubro. As visitas acontecem nos dias úteis, entre 8h e 18h, e a classificação é livre. A organização é da própria família do artista, de forma independente, para marcar os 90 anos de Kimura, completados em 24 de setembro.

Em exibição estão esculturas feitas desde a década de 1970 e artefatos arqueológicos que o próprio artista encontrou em terras da região. Entre os vestígios há material ligado a grupos de caçadores e coletores, com idade estimada entre 6 mil e 8 mil anos, e peças da tradição Kaingang, de cerca de 3 mil anos.

Do cafezal para o ateliê

Kimura nasceu em 1936 em Guarantã, no interior paulista, e chegou ao Paraná dois anos depois, com a família, na Colônia Esperança, em Arapongas. Em 1948 os Kimura compraram uma propriedade rural na região de Maringá — a casa construída ali abriga hoje o Memorial Kimura, museu rural no distrito de Floriano.

A produção artística começou nos anos 1970, a partir da marcenaria que ele via o tio Tanaka fazer. Sem formação formal, passou a usar como matéria-prima as raízes e madeiras que apareciam no trabalho da lavoura, mantendo nas peças as formas que a natureza já havia dado.

Esse material passou a sobrar por um motivo específico: a geada de 1975 destruiu os cafezais e levou os agricultores da região a trocar o café por outras lavouras, entre elas algodão, soja e trigo. A mudança exigiu limpar o terreno e arrancar raízes antigas. O mesmo arado que preparava a terra trazia à superfície os fragmentos arqueológicos que agora dividem espaço com as esculturas.

Citada pelo Maringa.Com, a filha do artista e uma das idealizadoras da mostra, Simone Kimura, resume assim a relação do pai com aquilo que ele usa como material: "A terra é repleta de sentidos para o meu pai".

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Quando
26 de setembro de 2026, 15:00
Onde
Museu de História e Arte Hélenton Borba Côrtes, no Teatro Calil Haddad
Organização
Família Kimura

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