Pular para o conteúdo
Hub News
Política Mundo

EUA deportaram 25 mil pessoas para países terceiros, e 40 são brasileiros

Investigação internacional identificou acordos dos Estados Unidos com 35 países para receber migrantes de outras nacionalidades; ao menos US$ 410 milhões foram reservados para bancar as transferências.

Por Hub News

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Avião de passageiros na pista de um aeroporto ao entardecer.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: TobiasRehbein via Pixabay

Mais de 25 mil pessoas retiradas dos Estados Unidos desde janeiro de 2025 desembarcaram em países que não são o seu — e entre elas estão mais de 40 brasileiros. Os números vêm de um levantamento do consórcio jornalístico Forbidden Stories divulgado nesta semana e noticiado pelo O Sul.

O balanço, fechado em 31 de agosto de 2026, contabiliza 25.447 transferências desse tipo. O destino da maioria foi o México, que recebeu cerca de 20 mil pessoas; as demais se espalharam por outros 27 países da América Latina, da África e do Pacífico. Os brasileiros identificados foram levados a lugares como Costa Rica, Libéria e Guiné Equatorial, sem que tivessem necessariamente qualquer ligação com esses países.

A prática se apoia em entendimentos que o governo de Donald Trump costurou com 35 países para ampliar as chances de remover imigrantes que não podem ser mandados direto à terra natal. Cada acordo tem condições próprias, que mudam conforme o país que aceita receber os deportados.

Quanto custa a operação

Os documentos examinados pelos jornalistas apontam US$ 410 milhões reservados para bancar os acordos e as transferências. Desse total, US$ 81 milhões apareceriam como repasse aos próprios governos que assinaram. Mais de US$ 178 milhões iriam para a OIM, a agência da ONU que cuida de migração, e US$ 123 milhões para o Acnur, responsável pelos refugiados.

As duas organizações entram de formas diferentes em cada operação. O Acnur afirmou que não assina os acordos bilaterais dos norte-americanos e que aplica o dinheiro recebido dentro do próprio mandato, para reforçar sistemas de proteção e assistência. A OIM disse aos jornalistas que avalia caso a caso o próprio envolvimento.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.