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Banco Central sinaliza juros restritivos mesmo com a Selic a 13,75%

Na ata divulgada na terça-feira (22), o comitê afirma que a inflação continua pressionada pela demanda e não dá nenhuma pista sobre o tamanho dos próximos passos na taxa básica.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista da rua em Brasília com o Banco Central do Brasil sob um céu vibrante.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Matheus Natan via Pexels

Os juros básicos da economia recuaram para 13,75% ao ano na reunião da semana passada, no quinto corte seguido, mas quem espera crédito mais barato nos próximos meses vai precisar de paciência. Segundo O Sul, a ata do encontro, divulgada na terça-feira (22), mostra o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmando que a taxa precisa seguir apertada enquanto a inflação não caminhar para a meta. Antes dessa decisão, a taxa estava em 14%.

No documento, o colegiado diz que vai manter "perseverança, firmeza e serenidade" no comando dos juros, o que ajudaria a trazer as projeções de inflação de volta às metas dos próximos anos com menos custo para a atividade. O comitê também repetiu que o tamanho do ciclo será calibrado conforme o cenário for andando — e não indicou o que fará nas reuniões que ainda restam em 2026.

Essa ausência de sinalização deixa as duas portas abertas. O mercado financeiro, ainda assim, passou a apostar em um novo corte antes do fim do ano, o que levaria a taxa básica a 13,50%.

Para o Copom, os sinais de que os juros altos já estão freando a economia vêm aparecendo pouco a pouco. Ainda assim, o comitê escreveu que a "inflação permanece pressionada pela demanda", o que obriga a política monetária a continuar restritiva mesmo com a desinflação em curso.

O que pode pressionar os preços

A ata reconhece que altas de custo vindas de fora do país — o caso do petróleo, encarecido pelo conflito no Oriente Médio — têm peso relevante tanto sobre a inflação recente quanto sobre as projeções para os próximos anos. A regra que o comitê diz seguir é não responder ao primeiro impacto desse tipo de choque, e sim vigiar se ele contamina outros preços: se isso acontecer, a reação será firme.

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