Relatório da SP Parcerias aponta 22 falhas no contrato do Anhangabaú
A concessionária Viva o Vale acumula quase R$ 2 milhões em multas vencidas desde 2021, e a prefeitura pode declarar a caducidade e encerrar o contrato antes do prazo de dez anos.
A empresa que administra o Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista, pode perder o contrato. Um relatório da SP Parcerias concluído em 17 de agosto reuniu 22 obrigações que a concessionária Viva o Vale deixou de cumprir, segundo levantamento divulgado pelo g1.
A lista trata sobretudo do dia a dia de quem usa o espaço: bebedouros que não fornecem água, banheiros fechados ao público e festas realizadas com som alto.
Há também dinheiro em aberto. As multas aplicadas e não quitadas somam quase R$ 2 milhões, e as cobranças mais antigas vêm de 2021. Com esse histórico, a administração municipal tem em mãos a alternativa de declarar a caducidade, que encerra a concessão antes da hora.
O contrato deu à Viva o Vale dez anos de exploração comercial da área, em troca de R$ 6,5 milhões. A conta da reforma que preparou o vale para essa operação, bancada pela prefeitura, foi bem maior: R$ 105 milhões.
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