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Obras e infraestrutura São Paulo, SP

Pátio do metrô na zona sul ganha recarga para 24 ônibus elétricos

Com 12 carregadores e R$ 5 milhões aplicados pela Motiva, o eletroposto do Pátio Guido Caloi deve abastecer cerca de 40 veículos elétricos da Viação Campo Belo por dia.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Imagem aérea de um estacionamento de ônibus com veículos organizados em filas.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: RDNE Stock project via Pexels

Parte dos ônibus elétricos que circulam pela zona sul de São Paulo passou a carregar as baterias longe da garagem. O abastecimento é feito agora no Pátio Guido Caloi, a área onde os trens da Linha 5-Lilás fazem manobras, que recebeu 12 carregadores com capacidade para atender 24 coletivos de uma vez.

A estrutura pertence à Motiva, dona da ViaMobilidade, concessionária da linha, e custou R$ 5 milhões, segundo a empresa. Cada equipamento tem potência de 180 kVA e serve dois veículos por vez; encher as baterias leva até três horas. A previsão é atender por dia cerca de 40 carros da Viação Campo Belo, operadora do sistema municipal. O posto abre nos sete dias da semana, sem fechar à noite, e tem portão exclusivo para os coletivos, além de banheiro e copa para quem dirige.

O que cabe a cada empresa

À Motiva coube comprar e montar os carregadores, mexer na rede elétrica, administrar o fornecimento e cuidar da manutenção. A Viação Campo Belo leva e traz os ônibus dentro do pátio e paga pelo uso — quanto e por quantos anos não foi divulgado. A eletricidade vem do Complexo Eólico Oitis, na divisa entre o Piauí e a Bahia, do qual a Motiva é sócia, com o selo I-REC de origem renovável.

Ao Diário do Transporte, o diretor comercial da companhia, João Pita, resumiu a aposta: "Podemos integrar infraestrutura elétrica, carregadores, energia e manutenção em uma única solução".

O gargalo da frota elétrica

A escolha do terreno tem a ver com o que já estava lá. A subestação que alimenta a Linha 5-Lilás tem folga para os carregadores, e o pátio comporta os ônibus sem atrapalhar a circulação nem a manutenção dos trens, afirma a Motiva. É justamente esse o ponto que a empresa quer explorar: garagem de ônibus nem sempre tem espaço ou energia contratada para carregar dezenas de veículos ao mesmo tempo, obstáculo que já segurou a estreia de elétricos comprados por operadoras da capital.

São Paulo fechou junho de 2026 com aproximadamente 1.570 coletivos movidos a bateria, e a Motiva trabalha com a perspectiva de uma frota perto de 13 mil na próxima década. A companhia estuda repetir o modelo em terrenos das linhas 4-Amarela, 8-Diamante e 9-Esmeralda, além da própria 5-Lilás, com Vila Sônia e Capão Redondo entre os endereços cogitados, e quer vender o serviço também a frotas de logística e de aplicativos. Na Linha 9-Esmeralda, onde a falta de energia tem prejudicado os trens, duas subestações novas devem ficar prontas em 2027, em Socorro e Cidade Jardim, informou o MetrôCPTM.

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