Chuvas, greve na saúde e contratos de lixo dominam sessão na Câmara
Vereadores relataram estragos do temporal na zona leste, cobraram dados sobre as empresas de varrição e criticaram decisões do STF que liberam empresas devedoras de depor na CPI.
Os estragos das chuvas, a greve na saúde municipal e os contratos de limpeza urbana foram os assuntos que mais ocuparam a tribuna da Câmara Municipal na terça-feira (22). A sessão foi reservada a discursos livres, de até cinco minutos por parlamentar, e teve a vereadora Renata Falzoni (PSB) no comando dos trabalhos pela primeira vez, conforme o relato da Casa.
Falzoni lembrou que o dia 22 de setembro marca o Dia Mundial Sem Carro e defendeu a combinação entre caminhada, bicicleta e transporte coletivo como saída para os congestionamentos. Para ela, alargar avenida e erguer viaduto não resolve, porque a infraestrutura nova atrai mais carros.
Chuvas e alagamentos
O vereador Eli Corrêa (UNIÃO) relatou prejuízos em várias regiões, provocados pela soma de vento forte, solo encharcado e chuva. Ele citou o Jardim Pantanal, na zona leste, e o transbordamento do Tietê, que deixou casas e ruas debaixo d'água e atingiu cerca de 45 mil pessoas. Árvores caídas, vias bloqueadas e imóveis alagados também apareceram no relato do parlamentar no Jaraguá, na Lapa, na Vila Guilherme, em Santana e na Casa Verde.
Varrição e coleta de lixo
Adilson Amadeu (UNIÃO) disse ter pedido ao Executivo dados sobre os fiscais dos onze lotes de varrição e anunciou que fará diligências nas empresas de limpeza, que, segundo ele, não entregam o que o contrato com o município prevê. "É muito dinheiro indo para o lixo", afirmou. O vereador também pediu ao Tribunal de Contas do Município o relatório final da licitação da coleta, contrato que, pela conta dele, foi refeito por vinte anos a R$ 400 milhões mensais quando o anterior ainda tinha dois anos e meio pela frente.
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Greve na saúde
Luana Alves (PSOL) afirmou que a Prefeitura não tem conversado com os servidores da saúde em greve e lembrou o ato que, segundo ela, levou mais de cinco mil trabalhadores para a frente da sede do governo municipal dias atrás. A paralisação envolve agentes de enfermagem, agentes de proteção ambiental, agentes de vida escolar e profissionais dos programas de cuidado com idosos, categorias presentes nas UBSs e em escolas da cidade.
CPI dos Devedores
O presidente da CPI dos Devedores, Sansão Pereira (REPUBLICANOS), criticou decisões do Supremo Tribunal Federal que, na leitura dele, deixam nas mãos dos representantes de empresas com dívida tributária na capital a escolha de aparecer ou não nas reuniões da comissão. Ele citou a Hapvida Notredame Intermédica, que perdeu no Tribunal de Justiça, recorreu no mesmo dia e obteve habeas corpus no Supremo, decisão estendida aos sete diretores já convidados. Ainda conforme o vereador, a Qualicorp também recorreu à corte, e a Prevent Senior obteve decisão favorável no tribunal paulista. Amanda Vettorazzo (UNIÃO) seguiu na mesma linha e disse ter pedido o impeachment do ministro Dias Toffoli.
Ambulantes e homenagem
Amanda Paschoal (PSOL) voltou a tratar dos ambulantes da 25 de Março e de outros pontos da cidade. Ela afirmou que um novo guia passou a exigir a presença do próprio permissionário na barraca em todos os dias da semana, sem que auxiliares possam ficar no lugar dele, e disse procurar a Subprefeitura da Sé para suspender as multas e rever as regras de fiscalização. No fim da tarde, a pedido de Eli Corrêa e de Amanda Vettorazzo, os parlamentares fizeram um minuto de silêncio pela morte do cantor Rick, da dupla Rick e Renner.
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