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Segurança Campinas, SP

Prisão preventiva é decretada às mães das crianças do incêndio no Jardim Itayu

O TJ-SP converteu as prisões em flagrante em preventivas na audiência de custódia de quarta-feira; um menino de 3 anos morreu e duas meninas tiveram queimaduras no rosto no prédio ocupado do Carlos Lourenço.

Por Hub News Campinas

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Imagem ilustrativa: Fotografia monocromática de edifícios residenciais de vários andares, exibindo arquitetura moderna e varandas.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Juan Pablo Daniel via Pexels

A Justiça decidiu manter presas as duas mães das crianças que estavam sozinhas no apartamento atingido pelo fogo no Jardim Itayu, em Campinas. Naila Kenia de Oliveira Lima é uma delas; a outra é Steffane Carolina de Souza Pedroso. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, em informação repassada ao g1 Campinas e à VTV, as duas passaram por audiência de custódia na quarta-feira (16), quando a detenção em flagrante virou preventiva.

As três crianças estavam no imóvel sem a companhia de um adulto quando o fogo começou, na manhã de terça-feira (15). No mesmo dia, as duas mulheres foram identificadas, levadas ao 10º Distrito Policial de Campinas e autuadas em flagrante. Agora seguem presas enquanto a apuração continua.

A Polícia Civil ainda não sabe o que deu origem às chamas. Para chegar à causa, pediu perícias ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico-Legal, que devem examinar o imóvel e os vestígios deixados pelo fogo.

O incêndio atingiu o último andar de um edifício de seis pavimentos, na região do Carlos Lourenço. Duas irmãs, de 6 e 3 anos, foram retiradas do apartamento por vizinhos e atendidas com queimaduras no rosto. O menino de 3 anos, primo das meninas, não conseguiu sair: o corpo dele foi localizado em um dos quartos depois que os bombeiros dominaram o fogo.

O edifício faz parte de um conjunto de quatro torres que está ocupado desde 2017 e responde a um pedido de reintegração de posse na Justiça. A Prefeitura de Campinas diz que 108 famílias constam do cadastro social do endereço e que colocou à disposição um auxílio-moradia emergencial para quem aceitasse deixar o lugar, proposta que ninguém aceitou.

O Corpo de Bombeiros considerou o edifício inabitável. A corporação apontou a falta de hidrantes e de equipamento de emergência, além de problemas nas escadas e de risco nas instalações elétricas.

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