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Segurança Campinas, SP

Dois ataques a mulheres na mesma rua mobilizam a polícia em Campinas

Uma mulher de 61 anos foi atacada no sábado e outra nesta quinta, na mesma rua sem saída do Jardim Monte Cristo; a Polícia Civil apura a hipótese de tentativa de estupro.

Por Hub News Campinas

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O 2º Distrito Policial de Campinas conduz diligências para identificar o homem que abordou duas mulheres em um mesmo trecho de rua do Jardim Monte Cristo, em intervalo de menos de uma semana. A Polícia Militar acompanha a apuração, e a linha seguida pelos investigadores é a de tentativa de estupro.

O primeiro episódio foi na madrugada de sábado (12). Uma moradora de 61 anos caminhava para o trabalho quando foi agarrada por trás e puxada em direção a uma viela. O boletim de ocorrência registra que o agressor usou um golpe de imobilização, o mata-leão. Ela conseguiu se desvencilhar, nada foi levado, e o caso acabou registrado como lesão corporal.

O segundo ataque aconteceu na manhã desta quinta-feira (17), na mesma via, a Rua Arlindo Catusso. A EPTV, afiliada da TV Globo, obteve as imagens: a vítima aparece sendo perseguida e derrubada, houve luta corporal e o homem fugiu na sequência. A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal informaram que não chegaram a ser chamadas para essa ocorrência.

Ao g1, o capitão Marco Antonio Peternucci, da Polícia Militar, resumiu o que sustenta essa hipótese: o horário, a pouca circulação de pessoas e o fato de a rua não ter saída. "Um local ermo, bem de manhã, não tinha muita gente na rua", disse o oficial.

A Secretaria da Segurança Pública do estado informou que, dos dois episódios que vieram a público, apenas um foi formalmente denunciado, e reforçou o pedido para que as vítimas registrem queixa. Segundo a pasta, é o registro que permite reconhecer padrões e orientar as ações de prevenção — e ele pode ser aberto em qualquer delegacia ou pelo canal on-line da Delegacia Digital.

No bairro, o efeito imediato foi o medo de andar pelas ruas. À EPTV, a auxiliar de cozinha Fabiana Moraes disse que sair de casa para trabalhar virou motivo de apreensão. A auxiliar Milena Santos afirmou à emissora que, depois que as imagens circularam, ninguém mais consegue caminhar tranquilo pela vizinhança.

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