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Economia Campinas, SP

Ciesp: 55% da indústria da região teme mudança na regra dos impostos

Levantamento mensal da entidade aponta que as revisões de alíquotas e da arrecadação lideram as apreensões do setor no horizonte de 12 a 24 meses; 9% não veem risco algum.

Por Hub News Campinas

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Imagem ilustrativa: Maquinário industrial em galpão
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: MemoryCatcher via Pixabay

Mudanças na cobrança de impostos são hoje a maior preocupação da indústria da região de Campinas. Na Sondagem Industrial de setembro do Ciesp-Campinas, 55% das empresas associadas puseram as revisões de alíquotas, as reformas na arrecadação e o ajuste das contas públicas no topo dos riscos para o horizonte de 12 a 24 meses, segundo o Jornal de Campinas.

O restante das respostas ficou dividido. A governabilidade e a estabilidade institucional — item que a própria sondagem descreve como a chance de aprovar pautas do setor produtivo e a previsibilidade das decisões do poder público — apareceram para 18% das empresas. Outros 18% marcaram os ciclos eleitorais e a volatilidade de mercado, que o levantamento associa à decisão de investir e ao câmbio. Nenhuma assinalou o item de atualizações e eficiência regulatória, que reúne as novas exigências ambientais, trabalhistas e de tecnologia, e 9% apontaram nenhum impacto ou risco.

Produção sobe, lucro cai

José Henrique Toledo Corrêa, que dirige o Ciesp-Campinas, leu os números como sinal de margem apertada: a produção e o uso da capacidade instalada melhoraram um pouco, mas a lucratividade e a disposição de investir pioraram bastante, num quadro de custos em alta e inadimplência crescente. As empresas estão "produzindo mais, mas ganhando menos", afirmou ele ao Jornal de Campinas.

O dirigente acrescentou que o rumo da política fiscal depende de quem assumir o próximo governo, e que dali podem vir "surpresas positivas ou negativas".

Balança comercial

No comércio exterior, Anselmo Riso, que dirige o departamento de comércio exterior da entidade, avaliou que a balança regional caiu nos primeiros meses do ano e fechou o acumulado até agosto em crescimento: alta de 4,97% nas exportações e de 1,59% nas importações.

Só em agosto, a região importou US$ 1,4 bilhão, 10,90% mais que um ano antes, e exportou US$ 320 milhões, alta de 4,59%. Campinas responde pela maior fatia das vendas ao exterior entre os municípios da regional, com 34,40%, e aparece em segundo lugar nas compras, atrás de Paulínia. A China é a principal origem do que a indústria da região importa.

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