Pular para o conteúdo
Hub News
Segurança Campinas, SP

PF apura 230 toneladas trazidas como carga consular por Viracopos

Nove mandados foram cumpridos em quatro cidades e a Justiça Federal bloqueou R$ 20 milhões em bens; segundo a Polícia Federal, ninguém foi preso na ação desta quarta-feira.

Por Hub News Campinas

2 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Pátio e terminal do Aeroporto de Viracopos, em Campinas
Foto: Sintegrity via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Carga de celular vinda dos Estados Unidos entrava pelo Aeroporto de Viracopos, em Campinas, carimbada com identificações do serviço consular cipriota — e, assim, escapava da conferência de rotina. É o que suspeita a Polícia Federal, que foi às ruas nesta quarta (23) numa operação batizada de Rota Diplomática.

Pelas contas da investigação, o caminho serviu para mais de 230 toneladas de mercadoria entre 2023 e 2024. A 9ª Vara Federal de Campinas expediu nove mandados de busca e apreensão, cumpridos em Mauá, Santana de Parnaíba, Indaiatuba e na capital paulista. Ninguém foi preso. Aos investigados, que podem responder por lavagem de dinheiro, descaminho e organização criminosa, a Justiça Federal bloqueou R$ 20 milhões em bens.

Quem a investigação aponta

Dois nomes estão no centro da apuração, segundo o g1. Um é um cônsul honorário do Chipre, morador de Indaiatuba, onde a PF cumpriu dois dos nove mandados — na avaliação dos investigadores, o posto que ele ocupa não lhe dava o direito de despachar nem de receber esse tipo de bagagem. O outro é Leonardo Menegon Pisciottano, 43, brasileiro com cidadania americana, apontado como mentor do grupo. Ele mora na capital paulista e foi localizado pelos agentes ao desembarcar em Viracopos, vindo do exterior.

Nada disso é condenação: são suspeitas levantadas pela investigação, e ninguém foi julgado até agora. O consulado do Chipre foi procurado pelo g1 e não respondeu; o veículo informou também que tentava localizar a defesa de Pisciottano. Em nota, o Itamaraty afirmou que não conduz investigação policial nem tem ingerência sobre malas diplomáticas de outros países.

O que é a bagagem invocada pelo grupo

A mala diplomática serve para levar documentos e itens de uso exclusivo de uma representação oficial de um país a outro. Por isso dispensa a inspeção de praxe na alfândega — condição que os selos consulares tentavam simular, segundo a PF, em remessas formadas sobretudo por smartphones de última geração.

A apuração corre desde 2023. Enquanto acompanhava o grupo, a Receita Federal interceptou duas remessas e apreendeu mais de 8 mil aparelhos.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.