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Cultura Pelotas, RS

Oficina gratuita usa bonecas para ouvir mulheres atingidas pela enchente

Projeto bancado pelo Procultura Pelotas abre duas turmas de 20 vagas, entre 26 de setembro e 3 de outubro, e reúne jogos teatrais, rodas de conversa e a confecção das bonecas.

Por Hub News Pelotas

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Imagem ilustrativa: Bonecas de tecido feitas à mão sobre uma mesa
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Sergei Starostin via Pexels

Seguem abertas as inscrições para o Ateliê de Bonecas – Costurando Narrativas Femininas, projeto cultural gratuito que acontece em Pelotas entre 26 de setembro e 3 de outubro. São duas turmas de 20 vagas, com dois encontros cada. A inscrição é feita pela internet, e o endereço está na biografia do perfil @ateliedebonecalpel, no Instagram.

A proposta é dirigida a mulheres em situação de vulnerabilidade, com atenção às que foram atingidas pelas enchentes que castigam a região desde 2024 e ainda convivem com os efeitos delas. Nos encontros se misturam jogos teatrais, rodas de conversa e a confecção das bonecas — e todo o material necessário sai de graça para quem participa, informa a Prefeitura.

Cada boneca funciona como um autorretrato. A partir dela, as participantes são convidadas a falar de como se enxergam depois do que viveram, que marcas carregam e que história querem contar sobre si mesmas. No fim do projeto haverá uma apresentação teatral montada com as memórias reunidas nas oficinas.

De onde veio a ideia

O ateliê nasceu de uma experiência das artistas Nina Grace Baptista e Dayanna Cañon, do Núcleo de Teatro da UFPel, durante as cheias de 2024. Em um abrigo montado no CAVG, as duas fizeram bonecas com pessoas desalojadas e notaram que a atividade abria caminho para que memórias e sentimentos fossem compartilhados.

A primeira turma já foi realizada, no CRAS da Colônia Z3, e reuniu 25 mulheres — em maioria idosas, muitas delas pescadoras. A equipe por trás do projeto é inteiramente feminina e junta teatro, produção cultural, psicologia, audiovisual e acessibilidade. Além do financiamento do Procultura Pelotas, o ateliê tem apoio do CRAS Z3 e do Instituto Hélio D'Angola, ao lado da Associação Otroporto Indústria Criativa.

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Fonte oficial

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.