Trechos já reformados das BRs da Serra resistiram à nova chuva, diz DNIT
O superintendente do órgão no Rio Grande do Sul afirmou ao Jornal da Caxias que os estragos desta semana apareceram fora das frentes de obra; a ponte do Rio das Antas ficou interditada.
As obras abertas nas rodovias federais da Serra depois das cheias de 2024 — umas concluídas, outras ainda tocando — passaram por um teste esta semana, quando voltou a chover forte na região. Para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o saldo foi bom.
Em entrevista ao Jornal da Caxias, Hiratan Pinheiro da Silva, que chefia a superintendência do DNIT no estado, disse que a BR-116, a BR-470 e a BR-285 se comportaram melhor justamente onde houve intervenção, ainda que sejam estradas de traçado e estrutura antigos. Segundo ele, o que foi refeito depois dos eventos climáticos saiu com engenharia dimensionada para aguentar cargas maiores.
Os danos novos, disse o superintendente, apareceram em pontos fora das áreas de trabalho. O bueiro que rompeu na BR-470 ficava num trecho onde a obra ainda não tinha sido concluída.
Ele lembrou que as normas de contenção que orientaram a construção dessas rodovias são das décadas de 1960 e 1970. A diretoria de planejamento e pesquisa do órgão publicou e vem atualizando os parâmetros hidrológicos e de cálculo usados nas avaliações de hoje.
A travessia que saiu do ar
Há um contraponto no balanço. A ponte do Rio das Antas está interditada: ela faz a ligação entre Campestre da Serra e São Marcos, já tinha sido danificada em 2024 e voltou a sofrer avarias com a chuva desta semana.
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