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Segurança Caxias do Sul, RS

Bombeiros reforçam buscas por Eliane; filhos são velados nesta quarta

Mergulhadores e cães farejadores se somam à equipe de mais de 20 pessoas que procura Eliane Nunes da Silva, de 43 anos; o velório dos dois filhos dela começa às 19h na Igreja Nossa Senhora das Dores.

Por Hub News Caxias do Sul

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Imagem ilustrativa: Estrada de terra enlameada no campo após a chuva.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: KasiaLT via Pixabay

As buscas por Eliane Nunes da Silva continuam nesta quarta-feira (23), em Caxias do Sul. A mulher, de 43 anos, estava no carro que a correnteza levou na Parada Cristal, zona leste da cidade, num afluente do Rio São Marcos. Na noite de terça (22) e na madrugada, o Corpo de Bombeiros Militar trabalhou por terra.

João Pedro Leal Pellegrini, capitão que comanda a 2ª Companhia do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, disse à Rádio Caxias que mais de 20 pessoas participam das buscas e que novos reforços estavam a caminho, entre eles cães farejadores e uma equipe de mergulho. Na terça-feira, a operação já passava de 30 horas sem interrupção e reunia dois voluntários da Cruz Vermelha e 15 bombeiros. Ao longo daquele dia, as equipes vasculharam 3 km do rio, e a previsão era montar um acampamento perto do ponto onde o veículo foi arrastado.

Velório nesta quarta-feira

Os irmãos mortos na enxurrada começam a ser velados às 19h desta quarta, conforme o g1. Joziane da Silva Rodrigues tinha 13 anos; Juliano César, 4. A cerimônia é na Igreja Nossa Senhora das Dores, e o sepultamento será no Cemitério da Zona Lise, na localidade de Fazenda Souza, também em Caxias do Sul. Os dois estão entre as quatro mortes que o Rio Grande do Sul contabiliza em decorrência das chuvas.

Joziane foi localizada ainda na noite de segunda-feira (21), dentro do automóvel; o menino, na manhã seguinte, em uma área de mata à beira de um córrego ligado ao rio. Eliane dirigia quando a água tomou a estrada. O padrasto das crianças, Ricardo Leodoro, de 41 anos, saiu do carro pela janela, foi atendido no hospital de Flores da Cunha e recebeu alta ainda na segunda.

Ao g1, o pai dos dois, o agricultor Joel Rodrigues, de 46 anos, resumiu a perda: "É uma dor que não tem fim." Ele tem acompanhado as equipes no rio, segundo a Rádio Caxias.

Por que a água subiu tão rápido

O capitão Vinicius Manfio, do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, explicou à emissora caxiense que o local do acidente fica numa confluência: o Rio São Marcos chega por um lado e, pelo outro, desce uma nascente vinda da área montanhosa. Com o volume de chuva e o relevo íngreme, o solo não deu conta de absorver tudo, e a água correu direto para o leito.

Pelas marcas deixadas na vegetação e nas estruturas próximas, os bombeiros calculam que o nível chegou a cerca de um metro acima do ponto em que as equipes trabalham agora. O carro, conforme Manfio, deixou de tocar o chão, passou a boiar e acabou puxado para dentro do córrego.

A partir do caso, o oficial repetiu orientações para quem dirige na chuva: não avançar quando a água passar da metade das rodas e abandonar o veículo se já não for possível voltar com segurança. Em alagamento de subida lenta, a recomendação é deixar o carro pela janela, procurar um lugar alto e chamar os bombeiros pelo 193.

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