Pular para o conteúdo

Paraná aparece em 2º no país em ações por assédio eleitoral no trabalho

O TRT do Paraná soma 109 processos em levantamento do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que analisou quase 700 casos abertos entre maio de 2023 e dezembro de 2025.

2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Imagem em preto e branco que destaca majestosas colunas clássicas da fachada de um edifício histórico.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Markus Winkler / Pexels

Patrão que pressiona empregado a votar em alguém já rendeu 109 processos na Justiça do Trabalho paranaense. O número coloca o estado atrás apenas de São Paulo e faz do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região um dos que mais recebem esse tipo de ação no país, segundo levantamento do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) publicado pelo Bem Paraná.

O estudo do órgão, que integra a estrutura do Tribunal Superior do Trabalho, percorreu 694 processos abertos nos 24 tribunais regionais entre maio de 2023 e dezembro de 2025. Os dados saíram em uma cartilha da campanha No meu voto mando eu.

São Paulo lidera porque tem dois tribunais: somados, o da capital e o do interior chegam a 129 ações. Depois do Paraná vem o Rio Grande do Sul, com 77 processos, seguido do Rio de Janeiro, com 48, e de Santa Catarina, com 46. Esses seis tribunais concentram 409 ações, ou 58,8% de tudo o que foi analisado. O Espírito Santo é o único estado sem nenhum caso.

Como o assédio acontece

Em 92% dos processos, o levantamento identificou o que chama de assédio institucional, quando a própria instituição permite a prática. O formato mais comum, presente em 81,9% dos casos, é o terror psicológico.

Conforme o TST, ele consiste em montar cenários de catástrofe ligados ao resultado da urna, do tipo colapso econômico e social caso determinado candidato ganhe.

A maior parte das ações é movida por pessoas físicas, o que indica que o assunto chega ao Judiciário pelas mãos dos próprios trabalhadores pressionados, e não por outra via.

Em dois de cada três casos, a coação passou pela internet. As redes sociais viraram ferramenta de pressão e de vigilância sobre o empregado, e o WhatsApp é o canal mais usado. Entre as condutas mapeadas está a criação de grupos de mensagem para distribuir propaganda política.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens oficiais, acesse os links acima.

Leia também