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Obras e infraestrutura São Paulo, SP

Prefeitura estuda rebaixar a Faria Lima em túnel no Largo da Batata

O projeto em estudo prevê levar carros e corredores de ônibus para baixo do solo em 350 metros da avenida, criando na superfície um calçadão arborizado entre os dois lados de Pinheiros.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Vista aérea das ruas da cidade de São Paulo com edifícios iluminados e tráfego ao entardecer.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Vinicius A. Nascimento via Pexels

O Largo da Batata pode deixar de ser cortado ao meio pela Avenida Brigadeiro Faria Lima. A Prefeitura de São Paulo analisa uma proposta que leva ao subsolo, num túnel de 350 metros, o tráfego de automóveis, os corredores de ônibus e um dos acessos ao metrô, no trecho entre a Rua Baltazar Carrasco e a Rua dos Pinheiros.

Com a avenida rebaixada, a superfície viraria um calçadão arborizado reservado a pedestres, bicicletas e patinetes, unindo os dois lados da praça, na zona oeste. Ao Estadão, o presidente da SP Urbanismo, Pedro Fernandes, disse que a intenção é criar uma "superpraça", com mais permanência, lazer e arborização do que o largo tem hoje.

Nada está decidido. Os estudos técnicos ainda estão em elaboração e não há prazo nem custo estimado. Fernandes classificou o rebaixamento como um desafio de engenharia e geologia capaz de inviabilizar a alternativa, porque o metrô passa embaixo do largo. Na reunião do Conselho Participativo da Subprefeitura de Pinheiros, ele admitiu, conforme o Estadão, que o túnel é o ponto mais sensível da proposta e depende dos estudos de solo — e foi ali também que disse preferir não se comprometer com uma data para a decisão, em vez de anunciar o que ainda não tem respaldo técnico. Segundo o Estadão, a Prefeitura informou em nota que a proposta integra os estudos preliminares de requalificação da área e segue em avaliação técnica.

Os números que sustentam o projeto saíram desse mesmo encontro, realizado no último dia 3. Hoje, 12% do largo é área permeável, com cerca de 200 árvores; o plano quer chegar a 66% de solo drenante e a aproximadamente 700 árvores. Um dos autores do estudo, o arquiteto Adam Kurdahl, sócio-fundador da Spol Architects, afirmou na reunião, conforme o Estadão, que mais da metade do perímetro é ocupada por carros e que a falta de sombra faz do local um dos mais quentes da cidade. O grupo quer aplicar ali o conceito de cidade-esponja, com áreas verdes capazes de drenar a água das chuvas.

O desenho prevê ainda ciclovias contornando a praça em vez de cruzá-la, a manutenção dos acessos atuais da Estação Faria Lima, da Linha 4-Amarela, e uma nova entrada dentro do túnel. Nas ruas do entorno, a divisória entre calçada e pista seria eliminada, com pavimento permeável semelhante ao usado no entorno da Cidade Matarazzo, na Bela Vista. Entram na lista o enterramento da fiação, postes de alturas diferentes para iluminar acima e abaixo das copas, banheiros públicos no subsolo e bebedouros na superfície.

Quem assina a proposta é um grupo de cerca de 20 escritórios de engenharia, paisagismo e arquitetura, liderado pelo Instituto Idea — o único inscrito no chamamento público aberto pela Prefeitura para receber sugestões sobre o largo. O trabalho não é remunerado pelo município, como já previa o edital.

O calendário tem datas marcadas. Até 16 de outubro, o grupo entrega a primeira fase, com diagnóstico ambiental, arqueológico e patrimonial, números de fluxo, análise de mobilidade e sondagem do solo. A Prefeitura tem até 26 de outubro para responder. O projeto-conceito completo, com simulação do impacto do túnel no trânsito e estudo de viabilidade, fica para dezembro.

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