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Segurança São Paulo, SP

Milton Leite passa mal, vai a hospital e segue preso por decisão do TJ-SP

O ex-presidente da Câmara Municipal se entregou na sexta-feira em Mogi das Cruzes, um dia após prometer comparecer em 24 horas, e diz ser inocente na investigação sobre o PCC nos ônibus.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Edifício do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)
Foto: Fernanda Grillo via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Milton Leite (União Brasil) segue na cadeia pública de Mogi das Cruzes, no Alto Tietê. O ex-vereador, que comandou a Câmara Municipal da capital por seis anos, teve audiência de custódia marcada para a tarde de sábado (19), e o Tribunal de Justiça de São Paulo informou, conforme o g1, que não identificou irregularidades no cumprimento da prisão.

Minutos antes do horário do ato, ele disse que passava mal e pediu para ser levado ao hospital. O g1 publicou que a audiência foi realizada naquela tarde; uma fonte da investigação ouvida pelo mesmo veículo relatou que Leite aguardava na fila da custódia e foi socorrido antes dela.

Ainda segundo fontes da investigação ouvidas pelo g1, ele foi levado ao Hospital Luzia de Pinho Mello. Nem o que ele sentia nem seu estado de saúde foram divulgados.

Leite é alvo de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, aberta na quinta-feira (17) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte coletivo paulistano.

Na manhã de quinta, por volta das 7h, ele havia declarado que não estava fugindo e prometeu se apresentar dentro de 24 horas. O prazo terminou sem que isso acontecesse. Na sexta-feira (18), equipes da Polícia Civil e do Ministério Público estiveram num endereço de Sorocaba, no interior, atrás do ex-vereador, sem encontrá-lo. Conforme o Estadão, acharam ali uma passagem escondida entre dois imóveis — um deles de Leite, o outro atribuído a um assessor — e apreenderam uma mala com cerca de R$ 280 mil e US$ 89 mil em dinheiro vivo. A origem dos valores não foi informada.

Na tarde daquele mesmo dia, por volta das 15h30, ele se apresentou na Dise, a delegacia antidrogas de Mogi das Cruzes. A informação é da Secretaria da Segurança Pública. Leite passou pelo IML para o exame de corpo de delito e seguiu para a cadeia pública — para onde o ex-presidente da SPTrans, também alvo da operação, foi levado no mesmo período.

Ao deixar a delegacia rumo ao IML, Leite falou com jornalistas, em declarações registradas pelo g1 e pelo Estadão. Negou os crimes apurados: "Sou inocente de todas as acusações", afirmou. Questionado se havia algo de que se arrependesse, respondeu: "Só se arrepende quem comete crime. Eu não cometi nenhum e nada devo". Afirmou também que a defesa será apresentada pelos seus advogados no curso do processo e que acata o que a Justiça decidir.

O delegado Fabrício Intelizano, responsável pelo caso na cidade do Alto Tietê, disse ao Estadão que um eventual vazamento da ação policial será apurado, embora não haja confirmação de que isso tenha ocorrido. A Justiça havia autorizado 16 prisões temporárias no caso; até a sexta-feira, 11 tinham sido efetivadas.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) lamentou o episódio em conversa com jornalistas na sexta, segundo o mesmo jornal. Um dia antes, ao comentar a operação, ele havia dito ter "muito respeito pela história" e pela trajetória do antecessor no comando do Legislativo municipal. Com Leite ainda sem se apresentar, afirmou não conhecer o conteúdo dos autos, mas avaliou que descumprir o compromisso de comparecer "não é correto" e repetiu que cabe ao ex-vereador demonstrar a própria inocência no processo.

Leite cumpriu sete mandatos seguidos como vereador e deixou o Legislativo da cidade no fim de 2024.

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