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Economia São Paulo, SP

Prefeitura arrecadou R$ 86,7 bilhões até agosto, alta de 5,8% no ano

Os números do 2º quadrimestre foram apresentados à Comissão de Finanças pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento, e o relatório aponta um superávit de R$ 7,6 bilhões no período.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Câmara Municipal de São Paulo
Foto: CORRETOR-CARVALHO via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Prefeitura de São Paulo arrecadou R$ 86,7 bilhões entre janeiro e agosto, 5,8% a mais do que no mesmo intervalo do ano passado. O número foi apresentado nesta sexta-feira (25) à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Eficiência, na audiência pública sobre as metas fiscais do segundo quadrimestre — os meses de maio a agosto.

A maior fatia vem de impostos, taxas e contribuições de melhoria, que somaram R$ 50,8 bilhões. Nesse recorte, o crescimento sobre os mesmos meses de 2025 chega a 12,1% — um aumento nominal, sem o desconto da inflação.

No consolidado do orçamento, a receita já efetivada soma R$ 137,8 bilhões, o equivalente a 62,9% do previsto para o ano inteiro, enquanto as despesas liquidadas chegaram a R$ 140 bilhões. O relatório entregue à comissão aponta superávit de R$ 7,6 bilhões no período.

O secretário-adjunto da Fazenda, Fabiano Martins de Oliveira, atribuiu a queda das receitas de capital às operações de crédito, que entraram em volume maior em 2025; neste ano, contratos que a gestão pretendia assinar não saíram. À Rede Câmara SP, ele disse que a arrecadação recorrente cresce acima da inflação, que a despesa avançou dentro do previsto e que o resultado é positivo tanto no primário quanto no nominal.

Antes da discussão do orçamento

A prestação de contas chega às vésperas de a Câmara começar a analisar o orçamento da cidade. O vereador João Ananias (PT), que preside a comissão, esperava quadro pior: a previsão com que o colegiado trabalhava apontava déficit de quase R$ 12 bilhões, e ele concluiu que "as contas estão equilibradas". Para o parlamentar, a discussão seguinte é a do destino do dinheiro, e ele citou o atendimento a idosos, a cultura local, a educação e a mobilidade urbana entre as demandas a considerar.

A audiência cumpre o artigo 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga a Prefeitura a demonstrar o cumprimento das metas a cada quadrimestre. O Tribunal de Contas do Município acompanhou o debate, conduzido por Ananias e pelo vereador Alessandro Guedes (PT). Não houve participação popular.

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