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Segurança São Paulo, SP

Polícia indicia ginecologista por estupro em consultório no Brooklin

A ex-paciente diz ter sido fotografada e exposta a vídeos pornográficos nas consultas; o médico nega e afirma que as imagens eram de uma campanha contra o câncer de mama.

Por Hub News São Paulo

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Sala de clínica minimalista branca com mesa de exame e mobiliário.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Pixabay via Pexels

A Polícia Civil indiciou por estupro o ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, após a denúncia de uma ex-paciente atendida em uma clínica particular do Brooklin, na zona sul de São Paulo. O inquérito foi aberto a pedido do Ministério Público estadual e tramita no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra, sob sigilo. A apuração ainda não terminou.

A denúncia foi divulgada pelo g1. Segundo a Veja São Paulo, a mulher — hoje advogada de 27 anos — foi atendida pelo médico entre 2014 e 2022, dos 16 aos 24 anos. Nesse período, conforme o relato dela, o ginecologista fez fotos íntimas suas e exibiu vídeos pornográficos durante as consultas.

A relação entre os dois é anterior ao consultório. O médico conhecia a mãe da paciente desde 1992, fez o parto dela, frequentava a mesma igreja da família e dava palestras ali. As consultas não eram cobradas.

O que diz o médico

Em depoimento à polícia, de acordo com a Veja São Paulo, Osmar Trojan negou que tenha havido conotação sexual nos atendimentos. Ele afirmou que os exames ocorriam diante da mãe da paciente ou de uma auxiliar, e disse ter feito um exame retal uma única vez, com luvas, por suspeita de endometriose.

O material pornográfico também foi negado: segundo ele, o que mostrava às pacientes eram vídeos educativos publicados no YouTube. Já a sessão de fotos ele confirmou: teria sido feita, com o consentimento e a presença da paciente, para uma campanha contra o câncer de mama.

Sindicância no conselho

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo abriu sindicância para apurar a conduta ética do ginecologista. O procedimento também corre em sigilo. Ao fim dele, o caso pode ser arquivado ou virar um processo ético-disciplinar, no qual as duas partes apresentam defesa.

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