PM retoma processo de expulsão de oficial acusado de matar a esposa, a soldado Gisele
O Conselho de Justificação previa ouvir na segunda-feira (14) as testemunhas de defesa de Geraldo Neto, preso preventivamente no Romão Gomes; ele pode perder a patente de tenente-coronel.
A retomada do processo administrativo que decide se o tenente-coronel Geraldo Neto continua na Polícia Militar estava prevista para a segunda-feira (14). O oficial está preso preventivamente sob a acusação de ter matado a própria esposa, a soldado Gisele Alves, em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Centro de São Paulo. Segundo o g1, a sessão foi marcada para as 9h, por videoconferência, e reservada aos depoimentos das testemunhas de defesa.
O que está em jogo
O caso corre desde abril no Conselho de Justificação (CJ) da PM, instância que avalia se um oficial ainda reúne condições morais e funcionais para permanecer na corporação. Se a conclusão for negativa, Neto pode perder a patente de tenente-coronel. Ele aguarda o desfecho no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.
Gisele foi baleada e morreu em seguida. Conforme relatou o g1, o Ministério Público aponta o marido como autor do disparo, e ele é acusado ainda de ter simulado um suicídio. Neto também responde pela suspeita de ter usado o posto para tentar intimidar policiais de patente inferior que atenderam a ocorrência no apartamento; a conduta ficou registrada nas câmeras corporais dos agentes.
Publicidade
Depoimentos já colhidos
Em maio, o conselho ouviu quatro policiais: uma soldado, uma subtenente e uma cabo, as três amigas da vítima, além de um primeiro-tenente que esteve no local no dia do crime.
À Polícia Civil, o primeiro-tenente disse ter estranhado o estado do apartamento, que lhe pareceu "mais preservado do que o de costume" em ocorrências desse tipo, de acordo com o g1. As três amigas descreveram à investigação um relacionamento marcado por ciúme e controle. Segundo elas, o oficial vigiava as redes sociais e as conversas da esposa e restringia hábitos como o uso de maquiagem e perfume. Disseram também que Gisele planejava se separar depois de descobrir traições do marido, e as três afirmaram que ela não demonstrava tendência suicida.
Ainda não há data para o interrogatório do próprio Geraldo Neto no conselho. Pelo relato do g1, ele poderia ser ouvido já na sessão de segunda-feira, caso houvesse tempo.
- Polícia Militar de São Paulo
- Conselho de Justificação
- Processo de expulsão
- Presídio Militar Romão Gomes
- Feminicídio
- Soldado Gisele Alves
- Câmeras corporais
Encontrou alguma informação incorreta?
Nos ajude a manter o conteúdo correto.
Publicidade
Comentários
para comentar.
-
denúncia enviada
Nenhum comentário ainda.
Excluir seu comentário?
Ele sai da matéria para todo mundo, e não dá para voltar atrás.
Imagens dos leitores
Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.
Enviar foto
É preciso entrar para enviar uma foto. A conta serve para registrar a cessão de uso e o crédito.
Leia em outras fontes
O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.
Publicidade