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Obras e infraestrutura São Paulo, SP

Obras da estação Paraisópolis da Linha 17-Ouro ainda não começaram, 12 anos depois

Monotrilho prometido para a Copa de 2014 tem 8 de 18 estações abertas; em resposta à Agência Mural, o Metrô afirmou que o trecho que atende a favela, com mais de 58 mil moradores, será feito.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Telhados coloridos em uma favela de São Paulo, Brasil.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Allef Viana via Pexels

Moradores de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, continuam sem a estação de monotrilho prevista para a comunidade. A parada faz parte da Linha 17-Ouro, que deveria ter ficado pronta para a Copa do Mundo de 2014, e as obras no local ainda não começaram, segundo reportagem da Agência Mural.

A estação seria erguida na Avenida Hebe Camargo, principal via da região, hoje sobrecarregada pelo trânsito de veículos. Paraisópolis tem mais de 58 mil habitantes e é a favela mais populosa da cidade.

Da linha, só uma parte funciona. Em março deste ano, entraram em operação sete estações entre o Aeroporto de Congonhas e a estação de trem Morumbi. Uma oitava, Washington Luís, abriu em junho com horário reduzido, conforme noticiou o G1. O projeto completo prevê 17,9 quilômetros e 18 estações, ligando o Morumbi ao Jabaquara, ambos na zona sul — menos da metade, portanto, está aberta.

Em nota enviada à Agência Mural por meio da Lei de Acesso à Informação, o Metrô, responsável pela obra, afirmou que Paraisópolis terá a estação. Segundo a companhia, a implantação foi dividida em três trechos. O primeiro, que reúne as estações já inauguradas, teve prioridade e fica no meio do traçado, fazendo a ligação entre o trecho 2, onde está Paraisópolis, e o trecho 3.

O custo também cresceu. O trecho entregue consumiu R$ 5,8 bilhões, quase o dobro dos R$ 3,1 bilhões estimados em 2010, no primeiro projeto, para a linha inteira.

A espera pesa na rotina de quem mora ali. À Agência Mural, a zeladora Rosemeire dos Santos, de 55 anos, 40 deles vividos em Paraisópolis, relatou que deixa a casa às 5h para chegar às 7h ao condomínio da Saúde onde trabalha. Até a Faria Lima, parada da Linha 4-Amarela que fica mais perto, ela gasta uma hora. Rosemeire lembrou que a urbanização da Avenida Hebe Camargo, em 2010, animou os vizinhos com a perspectiva do metrô, mas disse que nada mudou desde então: ouviu comentários sobre a obra, não confia neles e não tem esperança de ver o monotrilho chegar.

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