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Cultura São Paulo, SP

Murais de artistas indígenas chegam à Vila Taquari pelo Estamxs Vivxs

A quarta edição do festival de arte urbana reuniu oito artistas na curadoria e trouxe para a zona leste o mural "O futuro é ancestral", assinado pela grafiteira Leen Vandal.

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Mural colorido de arte urbana pintado em parede, com figuras estilizadas
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: MMT via Pixabay

Uma parede da Vila Taquari, na zona leste de São Paulo, ganhou o mural "O futuro é ancestral", assinado pela grafiteira Leen Vandal. A obra integra a quarta edição do Estamxs Vivxs, festival de arte urbana que espalha murais de grande porte pela cidade, e parte da identidade das periferias brasileiras — do jeito de se vestir às soluções inventadas na rua.

Leen é uma das oito artistas chamadas pela curadoria desta edição. Ela e Filipe Cipó, os dois indígenas, assinam murais inéditos no festival, que se propõe a devolver visibilidade a histórias negras e indígenas e a criar memórias novas nos bairros por onde passa.

Há também um deslocamento deliberado: em vez de associar os povos originários apenas ao passado ou à floresta, o festival os coloca na parede da cidade, como parte da produção contemporânea feita no asfalto e na periferia.

Soberana Ziza, artista e idealizadora do Estamxs Vivxs, resumiu a intenção em fala publicada pelo ABC Agora: a arte urbana é forte porque nasce do território e de quem vive a cidade, e serve para mostrar que "a presença indígena não está no passado". Para ela, o festival existe para alargar esse repertório e deixar essas histórias à vista de quem cruza o bairro todo dia.

Quem assina o mural

Nascida no Vale do Paraíba, Leen Vandal produz desde 2008 e transita entre tatuagem, pintura, grafite e ilustração, feita à mão e no digital. Hoje dá aulas na Fundação Casa e em escolas da rede pública, além de trabalhar como produtora cultural no Quilombo Abayomi.

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