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Segurança São Paulo, SP

Dono da A2 Transportes se apresenta à polícia e fica preso sob suspeita de elo com o PCC

Por Hub News São Paulo

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Imagem ilustrativa: Cenário urbano de São Paulo com arranha-céus e céu nublado.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Daisa TJ via Pexels
O empresário que preside o Água Santa e responde pela A2 Transportes se apresentou na noite de sábado (19) na Dise de Mogi das Cruzes, para onde a apuração foi centralizada, e ficou preso. Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido no futebol como Paulo Camarão, era procurado desde quinta-feira (17). A Secretaria da Segurança Pública informou que a prisão cumpre mandado temporário, que ele depôs na presença da Corregedoria da Polícia Civil e que segue detido, à disposição da Justiça. Korek Farias é um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, que apura o avanço da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) sobre as linhas de ônibus da capital. Para os promotores, ao menos 12 das 22 empresas que operam o sistema municipal estariam sob controle direto ou indireto do grupo criminoso. Os investigadores apontam o empresário como gestor das viações Translíder e A2 Transportes e como suposto "testa de ferro" da facção no setor. Ele é dono da A2, que presta serviço na zona sul da capital, e afirma ter vendido a Translíder em 2017. Em vídeo divulgado no mesmo dia, ele rejeitou a acusação: "Não tenho envolvimento com o crime organizado, não faço parte de nenhuma facção". Sobre José Daniel Satilite, descrito pelos investigadores como integrante do PCC e peça central do esquema, afirmou que a relação entre os dois se limitou à venda da Translíder, em 2017, negócio que classificou como comercial e sem dinheiro de origem ilícita; depois disso, disse ter quitado as dívidas deixadas pela empresa e perdido o contato. A defesa entrou com pedido de habeas corpus para derrubar a prisão temporária, decretada por 30 dias. Segundo o Diário do Grande ABC, o advogado Roberto Vasco procurou antes a Corregedoria — o setor que investiga a conduta dos próprios policiais civis — alegando que o cliente havia sofrido tentativa de extorsão. O Água Santa, clube de Diadema que tem Korek Farias registrado como presidente na Federação Paulista de Futebol, divulgou nota no sábado para dizer que suas atividades seguem normalmente e que os projetos esportivos, sociais e de formação continuam de pé — recado dirigido sobretudo aos atletas das categorias de base e a seus responsáveis. A entidade afirmou que vai acompanhar os desdobramentos. Fundado em 1981 e profissionalizado em 2011, o time foi vice-campeão paulista em 2023, quando bateu o Palmeiras por 2 a 1 na ida da final antes de perder a volta por 4 a 0, e hoje disputa a Série A2 após o rebaixamento de 2025. A operação, desdobramento da Decúrio, já tinha outro preso conhecido: Milton Leite (União), que comandou a Câmara de Vereadores da capital paulista. Ele se apresentou na sexta-feira (18) na delegacia de Mogi das Cruzes e teve a prisão mantida na audiência de custódia de sábado, realizada logo depois de um atendimento médico no próprio fórum, por causa de um pico de pressão. Leite se diz inocente e sustenta, pela assessoria, que não fugiu: estava viajando. Na mesma investigação foi preso ainda Levi dos Santos Oliveira, que dirigiu a SPTrans.

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