Dono da A2 Transportes se apresenta, é preso e nega elo com o PCC
Paulo Korek, também presidente do Água Santa, estava foragido desde quinta-feira e ficou detido após depor em Mogi das Cruzes; em vídeo, ele diz ter recebido relato de cobrança de R$ 1 milhão por empresa.
O empresário Paulo Sirqueira Korek Farias, dono da A2 Transportes e presidente do Esporte Clube Água Santa, foi preso no sábado (19) depois de se apresentar à Polícia Civil em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Contra ele havia mandado de prisão temporária expedido na Operação Vectura Corrupta, que apura a presença do PCC no transporte coletivo paulistano.
Em nota, a corporação informou que o empresário prestou depoimento na DISE do município, acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil, e permaneceu detido à disposição da Justiça. Korek era procurado desde quinta-feira (17).
Antes de ir à delegacia, ele publicou um vídeo de cerca de 13 minutos em que contesta ponto a ponto a investigação. Ao Metrópoles, a defesa confirmou que o empresário pediu a presença do Ministério Público na apresentação, porque teme pela própria vida.
A versão do empresário
No vídeo, analisado pelo Diário do Transporte, Korek diz que sua relação com José Daniel Satilite — apontado pelos investigadores como ligado à facção — nasceu de um negócio: afirma ter sido dono da Viação Diadema de 2008 ao início de 2017, quando operava em Cubatão, e ter vendido a empresa em junho daquele ano a Satilite e a Claudionor Aparecido Sabino Tomaz. Os pagamentos posteriores, segundo ele, quitavam dívidas deixadas pelo negócio, entre elas trabalhistas.
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Ele também nega que a transportadora ou o clube tenham recebido dinheiro de lavagem e sustenta que o inquérito não reúne nenhuma conversa sua com integrantes da organização criminosa. Sobre uma reunião em escritório de advocacia para tratar de recuperação de créditos tributários, entre o fim de 2024 e 2025, afirma não ter fechado o serviço.
A apuração da Polícia Civil e do Ministério Público vai em outra direção: liga Korek à gestão da A2 e da Translíder e trata Satilite e Claudionor como pessoas interpostas em operações das empresas. O Gaeco classificou como substancial o conjunto de provas reunido sobre o núcleo principal do caso.
Acusação ainda sem comprovação
O trecho mais grave do vídeo é uma acusação do próprio investigado contra a condução do inquérito. Korek afirma que Satilite o procurou meses depois de ter o celular apreendido, em junho de 2025, e lhe relatou que se exigia R$ 1 milhão de cada empresa para manter as companhias do subsistema local fora da investigação. Ele atribui a suposta cobrança à equipe do delegado responsável e diz ter se recusado a pagar.
Trata-se da versão de um investigado. O Diário do Transporte registrou que não encontrou comprovação independente da cobrança descrita e que a acusação precisa passar pelo contraditório dos citados. Korek anunciou que pretende levá-la à Corregedoria e ao Ministério Público.
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Leia em outras fontes
- Metrópoles São Paulo — Investigado por elo com PCC, empresário Paulo Korek é preso 19/09/2026
- Diário do Transporte — Paulo Korek se entrega à Polícia e nega relação com PCC 19/09/2026
O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.
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