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Cultura Campinas, SP

Obra e memória de Carlos Gomes entram no patrimônio imaterial de Campinas

O Condepacc aprovou na quinta-feira o registro das composições, do ensino e das celebrações ligadas ao compositor, no ano em que a cidade marca os 190 anos do nascimento dele.

Por Hub News Campinas

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O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) aprovou na quinta-feira (24) o registro de Antônio Carlos Gomes como patrimônio cultural imaterial do município. O que passa a ser protegido não é um prédio nem um acervo: é a obra do compositor, a memória construída em torno dela e o conjunto de práticas que a mantêm em circulação na cidade onde ele nasceu, em 11 de julho de 1836.

A decisão saiu de parecer técnico da Secretaria de Cultura e Turismo e alcança as composições e também o modo como elas chegam ao público — a execução, a interpretação, o ensino, as celebrações e os espaços dedicados ao compositor.

Onde o nome já estava

O reconhecimento chega a uma presença antiga no dia a dia campineiro. O nome de Carlos Gomes batiza um museu, um conservatório, uma praça, um bairro, uma estação, uma escola estadual e o centro de convivência cultural, além do monumento-túmulo onde ele está sepultado. É dele o hino oficial da cidade, "Progresso – Coro Triunfal ao Povo Campineiro", e é o dele o nome da medalha com que a Câmara Municipal premia quem se destaca na música e na cultura. Praças do município levam títulos de óperas que ele assinou, como "Fosca" e "Lo Schiavo", e a ligação do compositor se estende a Lecco, na Itália, onde ele também morou.

Segundo o Campinas.com.br, a secretária de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, avaliou que o registro institucionaliza uma memória que já circulava no cotidiano da cidade e cria base para organizar as ações de salvaguarda — as medidas de proteção que passam a acompanhar o bem registrado.

O ano da dupla efeméride

O registro cai em 2026, ano dos 190 anos do nascimento e dos 130 da morte do compositor, marcados pela cidade com concertos, concurso lírico, roteiros históricos e ações educativas. O título dado pelo Condepacc recai sobre o que já vinha sendo sustentado por músicos, professores, pesquisadores e instituições: concertos, aulas, exposições e pesquisas passam a ser tratados como parte do bem protegido.

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