Homem é preso em Campinas na segunda fase da Operação Infiltrados
O suspeito de 51 anos não é policial, segundo o Baep, e teria movimentado dinheiro para um dos policiais civis investigados, na avaliação do Gaeco; dois celulares e um caderno foram apreendidos.
A Operação Infiltrados, que investiga se o PCC mantinha pessoas a serviço dele dentro da Polícia Civil e do Ministério Público, prendeu nesta sexta-feira (25) um homem de 51 anos em Campinas. É a segunda fase da investigação, aberta em junho. De acordo com o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), o alvo desta vez não é policial e trabalhava para um dos policiais civis envolvidos no caso.
A prisão é temporária e foi autorizada, junto com a busca e apreensão, pela 1ª Vara Criminal de Campinas. No imóvel do suspeito, as equipes recolheram dois celulares e um caderno de anotações com notas fiscais. Ele foi levado ao plantão da 1ª Seccional de Polícia Civil de Campinas e ficou preso à disposição da Justiça. O nome não foi divulgado, e o g1 informou que não conseguiu localizar a defesa dele.
O que o Gaeco atribui a ele
Pela apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o suspeito teria cumprido dois papéis no esquema: transportar e movimentar quantias altas em benefício de um policial e entregar um telefone clandestino, habilitado com o chip no nome de outra pessoa, o que dificultaria identificar as conversas entre os investigados. As suspeitas ainda serão examinadas pela Justiça.
Segundo o g1, o promotor de Justiça Marcos Rioli disse que entre os aparelhos apreendidos está o celular usado nas conversas com um policial civil investigado, e que o material será analisado para "reforçar a participação do preso" e verificar se há outros integrantes da associação criminosa.
Como se chegou ao suspeito
O homem foi identificado a partir do exame de documentos, celulares e notebooks recolhidos em junho, na etapa inicial da operação, que levou à prisão de um ex-estagiário do Ministério Público, de um ex-policial e de um chefe de investigadores da Polícia Civil. Esse material, para o Ministério Público, indicou a participação de ao menos mais uma pessoa no grupo.
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