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Segurança Campinas, SP

Colisões contra postes disparam no entorno de Campinas e caem na cidade

Valinhos teve alta de 171% no primeiro semestre e Mogi Mirim, de mais de 30%; o motorista identificado como causador da batida paga os cerca de R$ 6 mil da troca.

Por Hub News Campinas

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Imagem ilustrativa: Poste de energia com fios e transformador contra céu nublado
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: SteveMushero via Pixabay

Bater em um poste sai caro para o motorista: trocar a estrutura custa em média R$ 6 mil, e a conta vai para o condutor identificado como causador do acidente. Esse tipo de ocorrência ficou mais frequente em municípios do entorno de Campinas no primeiro semestre deste ano, enquanto a cidade seguiu o movimento contrário.

Valinhos teve a maior variação percentual da região: 171% de alta, com 19 casos no semestre. Em Mogi Mirim o crescimento passou de 30% — foram 26 batidas entre janeiro e 10 de setembro do ano passado e 34 no mesmo intervalo deste ano. Monte Mor subiu quase 17%. Campinas, por sua vez, teve recuo de quase 10% entre janeiro e junho. Os dados saíram de levantamentos das distribuidoras Neoenergia Elektro e CPFL.

Além do gasto com o reparo, o acidente derruba a energia de quem mora por perto. Quem tiver aparelhos danificados pela interrupção pode pedir ressarcimento à distribuidora; aprovado o pedido, o valor também é lançado na cobrança feita ao motorista responsável. A empresa mantém um procedimento próprio para chegar até o condutor e enviar a fatura do conserto.

O Centro de Operações da Neoenergia Elektro aponta a imprudência como causa principal dessas colisões. O gerente da área, José Aparecido da Silva, disse à EPTV que elas se concentram em vias de trânsito rápido e costumam acontecer à noite ou sob chuva, e que cada batida quebra o poste e rompe vários condutores elétricos, com prejuízo em torno de R$ 6 mil por ponto.

O transtorno pode se arrastar. Em Mogi Mirim, o aposentado José Beraldo contou à EPTV que um caminhão atingiu o poste perto de sua casa e deixou o imóvel sem luz, e que a substituição levou mais de um ano sem ficar totalmente pronta. "O poste está solto e está balançando agora, perigoso cair", relatou. A emissora procurou a Neoenergia Elektro sobre o que o morador apontou e não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

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