Campinas abriu 91 investigações internas contra servidores em 2025
Dados da Corregedoria-Geral do Município obtidos pelo g1 mostram alta de 727% em cinco anos; Saúde e Educação respondem por 77,7% das apurações e metade dos casos encerrados terminou em suspensão.
A Prefeitura de Campinas abriu 91 investigações internas contra servidores em 2025. Cinco anos antes, em 2021, haviam sido 11 — uma alta de 727% no período, segundo dados da Corregedoria-Geral do Município obtidos pelo g1.
O crescimento foi contínuo ao longo dos anos: 29 aberturas em 2022, 45 no ano seguinte e 79 em 2024. O processo administrativo disciplinar, o PAD, é o instrumento que a administração pública usa para apurar suspeitas de irregularidade cometidas por funcionários, e pode terminar tanto em punição quanto em absolvição.
Para a prefeitura, o número maior de apurações não quer dizer que haja mais irregularidades acontecendo: a administração atribui o movimento sobretudo ao uso crescente dos canais de denúncia à disposição da população e dos próprios servidores.
Ficam de fora dessa contabilidade os guardas municipais, que respondem a uma corregedoria própria dentro da corporação.
O que aconteceu nos casos encerrados
A lista da corregedoria reúne 332 processos no total. Desses, 180 já estavam arquivados quando os dados foram entregues, 151 seguiam em andamento e um aparecia sem situação definida.
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Entre os arquivados, o desfecho mais frequente foi a suspensão do servidor, registrada em 90 casos — metade do grupo. A absolvição apareceu em 46.
Os registros não informam quantas pessoas respondem a cada processo, de modo que o total de 332 não corresponde ao número de funcionários investigados.
Onde as apurações se concentram
Duas pastas reúnem a maior parte dos casos: Saúde e Educação aparecem em 258 dos 332 registros, o equivalente a 77,7% da lista. São também as duas áreas com mais servidores na estrutura municipal.
Há ainda apurações antigas sem conclusão. Quatro processos abertos em 2023 continuavam em andamento, e entre os de 2024 eram 20 nessa situação.
A prefeitura afirma que a lei municipal fixa 60 dias para a investigação, prorrogáveis por mais 30, mas que esse prazo pode ser ultrapassado conforme a complexidade do caso, a quantidade de envolvidos e o volume de provas a reunir. Questionada sobre quanto tempo os processos duram em média, a administração não informou.
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