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Segurança Campinas, SP

MP prende sete por fundos falsos vendidos em escritório no Cambuí

A Operação Paládio, do Gaeco, aponta mais de 20 vítimas no país e começou com a queixa de duas pessoas que somaram R$ 700 mil de prejuízo; todos os presos ficaram em prisão preventiva.

Por Hub News Campinas

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Imagem ilustrativa: Vista de close-up de uma pilha de vários papéis e documentos sobre uma superfície de mesa
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: cottonbro studio via Pexels

O Ministério Público de São Paulo prendeu sete pessoas na manhã desta terça-feira (22) sob suspeita de vender fundos de investimento que não existiam. A Operação Paládio, conduzida pelo Gaeco, cumpriu 8 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão: seis das prisões foram feitas na região de Campinas e uma no Mato Grosso, e os endereços procurados por aqui ficam em Campinas, Paulínia e Hortolândia. Um oitavo investigado é dado como foragido e pode estar na capital paulista, segundo os promotores.

No centro da apuração está a Ateena Novos Negócios, cuja sede fica no Cambuí, em um condomínio empresarial de luxo. O escritório estava ali desde dezembro de 2024. O MPSP afirma que o grupo usava a estrutura da empresa para oferecer aplicações fraudulentas. Todos os presos tiveram a preventiva decretada, e a operação ainda apreendeu sete veículos e bloqueou dinheiro dos investigados.

Quem está entre os presos

A consultora financeira que assina como CEO da Ateena, Graciene Micucci, foi presa ao lado do marido, o policial militar Ricardo Salles Gasparini Patini. Pelas investigações, ele ajudava a administrar a operação da empresa e atendia quem procurava o escritório. Os demais detidos têm ligação com a sede de Campinas e com companhias que, na avaliação dos promotores, participavam da movimentação dos valores.

No site da própria Ateena, a empresária é descrita como profissional com mais de 20 anos de mercado financeiro, e a companhia se apresenta como criada para dar atendimento personalizado e aproximar clientes de "oportunidades sólidas", com ênfase em segurança e confiança. É essa apresentação que o Ministério Público diz ter servido para captar dinheiro de investidores.

Como a apuração começou

O caso nasceu da queixa de duas pessoas, que relataram prejuízo somado de R$ 700 mil. A partir dela, os promotores chegaram a mais de 20 vítimas espalhadas pelo país. As suspeitas ainda serão examinadas pela Justiça, e não há, nas informações divulgadas até agora, manifestação da defesa dos presos.

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