Rede municipal de Blumenau soma oito prêmios na Febic, em Joinville
Projetos sobre vape, hortas escolares e lixo no mar renderam distinções às escolas da cidade na maior feira de iniciação científica do país, encerrada no dia 18.
Oito projetos de escolas municipais de Blumenau saíram premiados da Febic, a feira nacional de iniciação científica encerrada no dia 18 em Joinville. A 11ª edição recebeu 382 trabalhos de estudantes de 24 estados, segundo o OBlumenauense.
O projeto mais reconhecido entre os blumenauenses partiu de um hábito comum na adolescência: o cigarro eletrônico. A pesquisa "O que você está inalando?", da EBM Visconde de Taunay, cruzou dados sobre o consumo de vape entre alunos e venceu como Melhor Projeto Oriundo de Santa Catarina. O mesmo trabalho ficou em segundo na Categoria III, que reúne turmas do 4º ao 6º ano.
Os projetos premiados
A EBM Pedro II concentrou três das oito distinções. Os prêmios Mérito Científico e Inovação Pedagógica ficaram com "Jardinautas – Uma horta biodiversa como contexto alfabetizador". A escola venceu também com o projeto "Jardim Sustentável – Aprendendo com a Natureza", na Categoria I, da Educação Infantil, e ficou em terceiro na Categoria II, do 1º ao 3º ano, com a continuação "Jardinautas II", sobre os animais que vivem na horta.
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Outro Mérito Científico foi para a EBM Willy Müller, com a investigação "Como surgiram as bananas sem sementes?". O Prêmio Destaque em Inovação Pedagógica coube à proposta bilíngue "Sweet Trash: Candy Wrappers and Ocean Pollution", das escolas EBMB Tiradentes e Professora Júlia Strzalkowska. Também na Educação Infantil, o relato "Olha, Escuta, Bichos", da EBMB Hella Altenburg com a EEI Adélia Cardoso, ficou em segundo na categoria de experiência científico-pedagógica.
As pesquisas foram construídas ao longo do ano letivo, com orientação dos professores, e passaram por alfabetização, biodiversidade, alimentação, sustentabilidade, convivência com animais e o lixo que chega ao mar. Diante dos avaliadores, os estudantes precisaram apresentar cada trabalho e responder às perguntas da banca.
"Existe um caminho de estudo, investigação e dedicação por trás de cada projeto", disse a secretária municipal de Educação, Simone Probst, em declaração divulgada pelo OBlumenauense. Ela afirmou que a feira abre espaço para os alunos mostrarem o que aprenderam e compartilharem as descobertas com jovens de outras regiões do país.
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