Aldeia Kaingang em Blumenau recebe energia elétrica após seis anos de espera
Casas da comunidade Sol do Amanhecer, às margens da Via Expressa, foram ligadas à rede da Celesc depois de negociação conduzida pela Defensoria Pública desde maio com a prefeitura.
As casas da aldeia Sol do Amanhecer, comunidade da etnia Kaingang que fica às margens da Via Expressa, em Blumenau, foram finalmente ligadas à rede elétrica da Celesc. Os moradores aguardavam a energia havia seis anos.
Entre quem celebrou a novidade está Helena Cadete, de 106 anos, moradora da aldeia, segundo a NSC Total. Para marcar a data, a comunidade juntou dinheiro numa vaquinha e comprou uma chaleira elétrica.
Meses de negociação
A ligação levou meses para sair. Em maio, uma equipe da 4ª Defensoria Pública de Blumenau visitou a comunidade e abriu conversas com a prefeitura e com a Celesc para levar energia às moradias. No sábado (5), a aldeia recebeu o poste padrão de entrada de energia, que já vem com o relógio medidor de consumo.
O caso também será encaminhado à Justiça Federal, para reforçar a garantia de que o fornecimento na aldeia continue de forma permanente.
Um objeto comum, um significado grande
À NSC Total, o defensor público Jorge Calil Canut disse que a chaleira mostra o tamanho da mudança vivida pela comunidade: um item corriqueiro para a maioria das pessoas, mas que teve grande peso para os moradores da aldeia. Para ele, "algo simples e com custo muito baixo pode dar dignidade às pessoas".
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