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Política Porto Alegre, RS

Vereador Giovane Byl é preso em investigação do MP sobre emendas da saúde

A Operação Cinesia, do Ministério Público gaúcho, cumpriu quatro prisões preventivas e nove buscas em Porto Alegre e em Imbé, e apura para onde foram R$ 2 milhões de emendas destinadas à saúde.

Por Hub News Porto Alegre

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Imagem ilustrativa: Pastas de arquivo vintage organizadas em linha dentro de uma sala mal iluminada.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: George Diamanto via Pexels

O vereador de Porto Alegre Giovane Byl (Podemos) foi preso na manhã de sexta-feira (18), junto de outras três pessoas, numa apuração do Ministério Público do Rio Grande do Sul sobre emendas parlamentares reservadas à saúde. Byl também é candidato a deputado estadual nas eleições deste ano. O montante sob suspeita passa de R$ 2 milhões.

Chamada de Operação Cinesia, a ação teve quatro prisões preventivas e nove buscas, feitas na capital gaúcha e em Imbé, no Litoral Norte. Os outros três presos não tiveram os nomes divulgados: um assessor parlamentar, um advogado e um ex-dirigente da entidade investigada.

O caminho que o dinheiro teria feito

Pela versão da promotoria, uma organização da sociedade civil recebeu verba pública para tocar projetos de saúde bancados por emendas. O dinheiro entrava em contas abertas para cada termo de fomento e, na sequência, a maior fatia seria remanejada para contas da própria entidade, de movimentação livre. Dali, ainda segundo o Ministério Público, se espalhava: parte para empresas, parte para quem dirigia a organização, parte para agentes públicos e para outras pessoas do grupo sob apuração.

A entidade é a Inovatec, administrada até maio por dois dos investigados. O Ministério Público afirma que quem comanda a organização desde então não é alvo do inquérito, e que a nova direção vem entregando documentos e informações aos promotores.

Um dos repasses examinados chama atenção pelo tamanho: mais de R$ 1,9 milhão. O LeOuve informou que a quantia foi parar numa empresa ligada à administração da entidade, de onde teriam saído novos pagamentos a investigados; o g1 registrou que foi a própria organização que recebeu esse valor.

Quem conduz o caso é a promotora Roberta Brenner de Moraes; ela atua na 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital. A apuração corre sob sigilo. A Brigada Militar participou das diligências ao lado do Gaeco, braço do Ministério Público voltado ao crime organizado. Como um dos alvos é advogado, a OAB esteve presente nas medidas voltadas a ele.

O que dizem a defesa e a Câmara

Em nota reproduzida pelo g1, a assessoria de Giovane Byl classificou a prisão preventiva como uma injustiça e afirmou que o vereador foi privado da liberdade sem que houvesse decisão definitiva sobre o caso, lembrando que ele tem direito de se defender.

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Moisés Barboza, disse em nota, também segundo o g1, que o Legislativo dará "toda a colaboração necessária" às autoridades que tocam a investigação.

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