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Saúde Porto Alegre, RS

Palestra em Porto Alegre detalha quando a caneta emagrecedora é indicada

Conduzido pela endocrinologista Jocely Costa, o encontro no Centro Médico Adventista apontou IMC acima de 30, ou de 27 com doenças associadas, como critério para a prescrição do medicamento.

Por Hub News Porto Alegre

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: AhmadArdity via Pixabay

A prescrição das canetas emagrecedoras tem critério, e ele não é a vontade de perder peso. Numa palestra realizada na quarta-feira (16), no Centro Médico Adventista de Porto Alegre, a endocrinologista Jocely Costa explicou que o medicamento se destina principalmente a quem tem obesidade — Índice de Massa Corporal acima de 30 — ou a quem está com sobrepeso, a partir de um IMC de 27, e acumula outras doenças, como hipertensão, glicose elevada ou circunferência abdominal aumentada.

São o IMC e o histórico clínico, portanto, que desenham o perfil de quem pode receber a medicação. Segundo o Jornal de Canoas, a médica ressaltou que a fama alcançada nas redes sociais não muda a natureza do produto: é remédio para uma doença crônica, e o uso exige acompanhamento médico.

O encontro começou pelo diagnóstico do problema, e não pelo tratamento. A endocrinologista apresentou a obesidade como doença crônica e multifatorial, com peso de fatores genéticos e metabólicos, além dos ambientais e comportamentais — o que derruba a leitura de que ganhar peso seja apenas falta de força de vontade. A conversa passou pelos mecanismos de fome e saciedade e pela influência do estado emocional e do sistema de recompensa do cérebro.

Outra parte da palestra tratou do que a injeção não resolve. Pela explicação da médica, ela não substitui mudança de estilo de vida: orientação nutricional, alimentação equilibrada e atividade física seguem sendo a base, e o acompanhamento psicológico costuma ser necessário, porque a própria doença afeta o emocional. Ela também alertou contra o emagrecimento muito rápido somado a dietas restritivas, combinação que pode custar massa magra e levar à desnutrição.

A instituição ligou o tratamento aos oito remédios naturais defendidos pela denominação adventista — entre eles sono, luz solar, exercício físico e alimentação saudável —, sem colocar hábitos e medicamento em lados opostos. Segundo o Jornal de Canoas, o capelão do Centro Médico, pastor Matheus Moreira, afirmou que a proposta do encontro foi oferecer informação científica diante do volume de conteúdo sobre o tema que circula na internet.

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