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Júri em Porto Alegre julga três acusados da morte de Sarah e de Valdir

Estudante da UFRGS e comerciante foram mortos a tiros em janeiro de 2024, na Ilha das Flores; para o Ministério Público, o alvo era o dono do mercado, que se opunha ao tráfico.

Por Hub News Porto Alegre

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Três homens começaram a ser julgados na quinta-feira (17) pelo Tribunal do Júri, no Foro Central de Porto Alegre, pela morte de Sarah Silva Domingues, de 28 anos, e de Valdir dos Santos Pereira, de 53. Ela estudava Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); ele tinha um mercado na Ilha das Flores, onde os dois foram baleados em 23 de janeiro de 2024.

Segundo o g1, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) sustenta que o alvo do ataque era o comerciante. A estudante estava na comunidade para fazer entrevistas do trabalho de conclusão de curso e conversava com Valdir na frente do mercado quando os tiros vieram. Ainda conforme o g1, a promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, que atua no júri com o promotor Octavio Cordeiro Noronha, afirma que o comerciante foi morto por se colocar contra o tráfico de drogas no lugar onde morava.

Pelo relato do g1 sobre a investigação, os agressores passaram de motocicleta e dispararam. Moradores contaram à polícia, na época, que dois homens em uma moto atiraram contra a dupla. Foram no mínimo 15 disparos, conforme a contagem divulgada então pela polícia. Sarah levou tiros no peito e em um dos braços, e nenhum dos dois sobreviveu. A mulher do comerciante, que estava no fundo do estabelecimento, escapou ilesa.

A denúncia do MPRS alcançava quatro pessoas, acusadas de homicídio qualificado: teriam agido por motivo torpe e de forma a impedir a reação das vítimas, com arma de fogo de uso restrito. Uma delas foi impronunciada, ou seja, a Justiça considerou que faltavam elementos para mandá-la ao júri popular — o que não equivale a absolvição e pode ser revisto se surgirem provas novas. Restaram, assim, os três réus levados a julgamento.

As primeiras prisões do caso são de fevereiro de 2024, quando cinco suspeitos foram detidos temporariamente. De acordo com o g1, a Polícia Civil apontou naquele grupo um suposto mandante, dois atiradores e mais duas pessoas com participação no crime; outras cinco seguiam sob investigação.

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