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Política Porto Alegre, RS

Operação Cinesia prende vereador e mais três por emendas da saúde em Porto Alegre

Giovane Byl (Podemos), candidato a deputado estadual, e o assessor Evaristo Mutti estão entre os quatro presos; o Ministério Público apura um suposto desvio de cerca de R$ 2 milhões em emendas da saúde.

Por Hub News Porto Alegre

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Imagem ilustrativa: Vista aérea do prédio da Câmara Municipal de Porto Alegre
Foto: Lenny Maidana via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O vereador de Porto Alegre Giovane Byl (Podemos) foi preso nesta sexta-feira (18), na Operação Cinesia, que apura um suposto desvio de cerca de R$ 2 milhões em emendas impositivas da Câmara de Porto Alegre reservadas a projetos de saúde, segundo o Ministério Público. Byl é candidato a deputado estadual. Segundo o Jornal O Timoneiro, o Ministério Público deflagrou a operação com quatro mandados de prisão preventiva. Além do vereador, foi preso Evaristo Mutti, assessor da bancada do Podemos; os outros dois nomes não foram divulgados. Foram cumpridos ainda nove mandados de busca e apreensão, em endereços de Porto Alegre e de Imbé, no Litoral Norte. O dinheiro sob suspeita saiu de emendas parlamentares da saúde e foi repassado a uma organização da sociedade civil, a Inovatechrs, que, segundo o Ministério Público, era comandada por um advogado e por outro investigado. Pela apuração, os repasses caíam em contas abertas para executar os projetos, e a maior parte teria sido transferida para outra conta da própria entidade. O Ministério Público afirma que, de lá, o dinheiro era distribuído a empresas, a dirigentes da entidade, a agentes públicos e a outras pessoas próximas ao grupo investigado. O Ministério Público afirma que houve ainda uma tentativa de encobrir o rastro do dinheiro: depois que os extratos bancários foram pedidos para a fiscalização, a entidade teria contratado empréstimos, e parte desse valor voltaria às contas sob análise, dando a aparência de que o dinheiro público tinha sido aplicado como previsto. A Inovatechrs está sob nova direção desde maio, voltou a atuar regularmente e colabora com a investigação, informou o Ministério Público. A operação é conduzida pela 8ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital, sob a promotora de Justiça Roberta Brenner de Moraes, com apoio do Gaeco e da Brigada Militar. Como um dos investigados é advogado, a Ordem dos Advogados do Brasil acompanha os atos. Em nota, o presidente da Câmara, Moisés Barboza, disse que o Legislativo foi surpreendido pela operação e que acompanha o que está sendo feito no prédio da Casa. Ele afirmou que a Câmara vai entregar documentos e informações se for formalmente solicitada, e que aguardará o andamento da apuração antes de decidir sobre providências próprias. As defesas dos presos não foram localizadas nas coberturas disponíveis. A investigação continua para definir a participação de cada um e o destino do dinheiro público.

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