Grêmio fechou patrocínio de R$ 140 milhões com a Pitaco dias antes do veto às bets
O acordo de patrocínio máster, de três anos, foi oficializado apenas dois dias antes de o governo federal anunciar a proibição das casas de apostas no país.
O Grêmio tem desde a semana passada um novo patrocinador máster, e ele é justamente do setor que o governo federal decidiu tirar do país. O clube oficializou com a casa de apostas Pitaco um contrato de R$ 140 milhões por três anos, e apenas dois dias depois Brasília anunciou o fim das bets no Brasil.
A proximidade entre as duas datas não foi coincidência. Segundo apuração do ge, o tricolor e a empresa decidiram fechar o negócio naquela semana sabendo que medidas restritivas estavam a caminho. A ideia era ter o contrato já em vigor caso a regulamentação crie regras de transição e permita manter acordos firmados antes da proibição.
Ainda de acordo com o ge, o documento traz proteção para as duas partes se a rescisão for imposta pela lei — ou seja, clube e patrocinador se resguardaram para o caso de o vínculo ter de ser desfeito por força da nova regra.
O Grêmio também está entre os signatários do manifesto "O Fim do Futebol Brasileiro", que defende a importância do dinheiro das apostas para os clubes. O texto reage à decisão do governo, que atinge boa parte dos patrocínios de camisa do futebol nacional.
O destino do contrato com a Pitaco depende agora de como a proibição será regulamentada: se houver prazo de adaptação para acordos já vigentes, o clube terá a seu favor a data da assinatura; se a vedação for imediata, entram em cena as cláusulas de saída previstas no documento.
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