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Comunidade Pelotas, RS

Três famílias seguem na Casa de Passagem após o vendaval em Pelotas

Quem teve a casa destelhada e permaneceu nela deve procurar o Cras depois de se cadastrar na Defesa Civil, e recebe visita das equipes da Assistência Social com roupas, cobertas e alimentos.

Por Hub News Pelotas

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: blanket, scarf, cold, cloth, table, folded blankets stacked
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: StockSnap via Pixabay

Três famílias que perderam o teto no temporal da madrugada de segunda-feira (21) continuavam na Casa de Passagem de Pelotas nesta terça-feira (22). São sete adultos e um bebê, segundo a Secretaria de Assistência Social (SAS).

O equipamento consegue receber de imediato 50 pessoas, numa ala montada para emergências, e mantém em paralelo as vagas de sempre para quem vive na rua.

É a quarta vez desde agosto que as equipes da secretaria vão a campo atender moradores em vulnerabilidade atingidos por algum evento climático. Desta vez, o motivo foram as casas que ficaram sem telhado.

Como pedir ajuda

Quem conseguiu permanecer em casa, ou foi para a casa de parentes e amigos, precisa primeiro se cadastrar na Secretaria de Proteção e Defesa Civil (SPDC) para pedir lona e telha. Feito isso, a orientação é procurar o Cras do seu bairro.

Depois do pedido, técnicos da SAS visitam a residência e levam o que falta naquele momento: roupa, coberta, comida. O atendimento está concentrado nos bairros que mais sofreram — Simões Lopes, Dunas e Navegantes.

A secretária Roberta Mello explicou que a Defesa Civil funciona como triagem e repassa os pedidos à Assistência Social. Os números de WhatsApp continuam no ar, mas falham por causa do volume de chamadas e da oscilação do sinal de telefonia.

As unidades também foram atingidas

Os dez espaços de acolhimento da rede municipal têm problemas próprios para resolver: vidros quebrados, caixas d'água danificadas, falta de luz e de água.

Ao reconhecer a gravidade do quadro — é o quarto evento climático severo desde agosto —, a secretária disse que famílias em extrema vulnerabilidade tiveram as casas danificadas outra vez. Ela garantiu, em publicação da Prefeitura, que as equipes estão "mobilizadas e dedicadas a prestar suporte com a máxima agilidade".

Mello afirmou que a secretaria trabalha com limitação de pessoal diante do tamanho da área atingida, e que a própria equipe está desgastada: o acompanhamento de cada família não termina quando para a chuva, e segue até que ela se restabeleça. Ela citou ainda a expectativa de que os efeitos do El Niño se estendam por outubro e novembro, e disse que a Prefeitura organiza recursos para esse período.

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