Pular para o conteúdo
Hub News
Meio ambiente Pelotas, RS

Árvore cai sobre o monumento a Pedro Osório no Centro de Pelotas

A praça Piratinino de Almeida perdeu cerca de 70% da vegetação, e a secretaria ambiental estima mil árvores tombadas ou em risco de queda em toda a cidade depois do vendaval.

Por Hub News Pelotas

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Uma árvore caída obstrui uma passagem em um parque verdejante, criando uma cena natural dramática.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Y via Pexels

Na manhã de terça-feira (22), o Centro Histórico de Pelotas amanheceu sem água e sem luz — e com árvores caídas em cima do que a cidade tem de mais antigo. Na praça Coronel Pedro Osório, uma delas tombou sobre o monumento de cerca de oito metros dedicado ao agropecuarista que batiza o logradouro. No mesmo espaço, um cipreste veio abaixo e destruiu um banco.

A maior perda de vegetação, porém, foi na Piratinino de Almeida — a praça da antiga Caixa D'Água. Ali, cerca de 70% dos vegetais não resistiram, segundo Márcio Souza, que chefia a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA). Ele disse ao A Hora do Sul que nem a SQA nem a pasta de Serviços Urbanos tinham, até aquele momento, registro de monumento histórico danificado.

Primeiro o risco de vida

O município estima cerca de mil árvores tombadas ou ameaçando cair. Enquanto esse quadro durar, as equipes atendem só o que põe pessoas em perigo; o que já está no chão e não oferece risco fica para uma etapa seguinte, junto da inspeção uma a uma das árvores que continuam em pé.

Nesses pontos, o critério é observar se a raiz se mexeu ou se o caule inclinou, para decidir entre reparar, amparar ou suprimir o exemplar. A praça Coronel Pedro Osório havia passado por vistoria cerca de 30 dias antes do temporal, sem problema apontado na vegetação.

Para Souza, foi a soma do solo encharcado com a força do vento que derrubou árvores saudáveis, que perderam sustentação. "Esse é um risco que nós temos em praticamente toda a cidade", afirmou. Na Piratinino de Almeida, a previsão é de tirar raízes e troncos e refazer o paisagismo da praça, com replantio só no período de chuvas.

O bronze de 1954

A restauradora Isabel Torino, doutora na área de Memória Social e Patrimônio Cultural, disse ao A Hora do Sul que a avaliação de danos à estátua do coronel — que o escultor Antonio Caringi assinou em 1954 — só poderá ser feita depois que a árvore for retirada. Ela acredita que a estrutura resistiu, mas teme escoriações no bronze, a parte mais delicada de tratar.

"Só depois da retirada é que se poderá fazer essa avaliação", disse. Torino lembra ainda o movimento de gente no local: no domingo passado, favorecido pelo tempo bom, a praça estava cheia. Para ela, o acervo e quem circula por ali pedem avaliação constante da vegetação, e espécies frágeis deveriam ser evitadas no plantio.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.