Pular para o conteúdo
Hub News
Serviços Pelotas, RS

Marroni prevê até 20 dias de mutirão e estuda decretar calamidade em Pelotas

A entrega de telhas às casas destelhadas deve começar em 48 horas, e a prefeitura avalia aluguel social para quem perdeu a moradia inteira e reforço do Exército se o prazo apertar.

Por Hub News Pelotas

3 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed

A Prefeitura de Pelotas calcula entre 15 e 20 dias de trabalho para atender as famílias que perderam o teto no temporal de segunda-feira (21), e não descarta pedir reforço ao Exército e a voluntários se o prazo apertar. A conta é do prefeito Fernando Marroni (PT), em entrevista ao A Hora do Sul.

A distribuição de lonas já avançou, e a de telhas deve começar nas próximas 48 horas. A operação é lenta por um motivo prático: cada telha tem cerca de 30 quilos e, na maioria dos casos, precisa ser entregue de porta em porta. No temporal anterior, algumas famílias esperaram duas semanas pelo material.

Quem ficou sem casa

Para as moradias destruídas por completo, a prefeitura estuda o aluguel social. Mais adiante, segundo Marroni, o município pretende propor ao governo uma linha de compra assistida, que ele aponta como caminho para encurtar o atendimento habitacional.

A fila da energia

O retorno da luz obedece a uma ordem definida pela Equatorial, com quem a prefeitura mantém conversas para obter uma previsão: primeiro os serviços de emergência e os hospitais, depois as estações que tratam a água e, por último, os órgãos de segurança. Alguns moradores relatam que a concessionária sinalizou prazo de até cinco dias. Enquanto isso não se resolve, a orientação do prefeito é que "os moradores economizem a água armazenada nas caixas d'água".

Os serviços públicos acompanham a rede. Unidades de saúde com energia seguem abertas, e as que estão sem dependem de alternativas como geradores. Nas escolas, disse Marroni, a avaliação é caso a caso: prédio sem luz ou destelhado pode ter o atendimento alterado, e cabe à direção avisar as famílias.

Na zona rural o estrago foi menor que na cidade, concentrado em árvores caídas. A Emater levanta as perdas em lavouras e estruturas, mas parte dos moradores do interior continua sem comunicação.

O risco que continua nas ruas

O levantamento dos danos ainda está no começo porque o vendaval atingiu vários municípios da Zona Sul ao mesmo tempo, com o mesmo quadro de postes e árvores no chão, rede elétrica rompida, casas atingidas e gente sem comunicação, afirmou ao A Hora do Sul o coordenador regional da Defesa Civil, Márcio André Facin. O órgão desloca lonas, geradores e equipamentos para as cidades atingidas.

Facin alertou que ter passado o pior do temporal não significa que o perigo passou: estruturas instáveis, objetos soltos, árvores machucadas pelo vento e fios e postes no chão seguem oferecendo risco. A recomendação é evitar sair sem necessidade e redobrar a atenção ao andar pelas ruas.

A prefeitura ainda avalia até onde vai o reconhecimento oficial do desastre. Marroni afirmou que o município pode estender o decreto de emergência que já está em vigor ou, conforme o tamanho final dos prejuízos, decretar estado de calamidade pública.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.